Olhar Jurídico

Segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Notícias / Criminal

Autos sobre prisão de ex-adjunto devem ser enviados ao Gaeco para investigação sobre organização criminosa

Da Redação - Arthur Santos da Silva

01 Out 2020 - 17:17

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Autos sobre prisão de ex-adjunto devem ser enviados ao Gaeco para investigação sobre organização criminosa
O promotor de Justiça Anderson Yoshinari Ferreira da Cruz requereu no dia 29 de setembro que os autos da prisão em flagrante decretada contra Wanderson de Jesus Nogueira sejam remetidos ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organização (Gaeco). Segundo o membro do Ministério Público (MPE), o envio é necessário levando em conta a “elevada probabilidade de se existir uma Organização Criminosa diante do contexto fático que fora apresentado”.

Leia também 
Carvalho suspende pagamentos e audita empresa suspeita de esquema com ex-adjunto

 
Wanderson, ex-secretário adjunto Sistêmico da Casa Civil, foi preso em flagrante pelo suposto cometimento do crime de corrupção passiva. Policiais flagraram o ex-membro do Executivo Estadual com uma mochila preenchida por R$ 20 mil. Há suspeita que o dinheiro seja fruto de propina paga por contratos firmado com a TMF Construções e Serviços Eireli.
 
Segundo informações disponibilizadas pela ferramenta Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças de Mato Grosso (Fiplan), a empresa TMF recebeu somente em 2020 valor superior a R$ 3,4 milhões.
 
“É imperioso ressaltar que a presente apuração é necessária tramitar perante o Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado), haja vista que o presente procedimento exige uma investigação minuciosa. Insta salientar que o Gaeco compõe uma estrutura com equipe de especialistas com vistas ao enfrentamento de questões complexas ou de repercussão geral, com serviços de inteligência na investigação”, afirma manifestação do promotor de Justiça Anderson Yoshinari.
 
Ante o exposto, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso pugna pela remessa deste feito ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organização (Gaeco/MT), para providências cabíveis, tendo em vista a complexidade do presente caso concreto, bem como a eventual existência de Organização Criminosa, que ora se vislumbra, aparentemente.
 
Os autos da prisão em flagrante estão na Sétima Vara Criminal de Cuiabá e ainda aguardam decisão.

Comentários no Facebook

Sitevip Internet