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Domingo, 28 de fevereiro de 2021

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Delator pulverizou propina paga em secretaria para lavar dinheiro; veja beneficiados

Da Redação - Arthur Santos da Silva

21 Jan 2021 - 09:34

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Delator pulverizou propina  paga em secretaria para lavar dinheiro;  veja beneficiados
Após confirmar triangulação para lavagem de dinheiro, o empresário e delator premiado, Filinto Muller, confessou ter pulverizado aproximadamente R$ 900 mil em contas de diversas pessoas indicadas pelo procurador aposentado Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o Chico Lima.

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Conforme acusação oferecida no dia 19 de janeiro, inicialmente valores foram repassados pela SF Assessoria, empresa de Filinto, ao denunciado Chico Lima por meio de pagamentos de boletos de despesas do procurador e de seus familiares.
 
Ainda conforme o Ministério Público (MPE), outros pagamentos identificados foram realizados aos “demais integrantes do grupo criminoso”. Antelmo Zílio recebeu R$ 30 mil; Mário Pirondi três cheques de R$ 45 mil cada; Mário Pirondi dois cheques de R$ 30 mil cada; Orion Turismo recebeu um cheque de R$ 30 mil e quatro de R$ 54 mil.
 
Julio Minoru recebeu pagamento de título no valor de R$ 6 mil e um cheque de R$ 45 mil; o escritório Silva Freira & Vargas Advogados Associados recebeu um cheque de R$ 45 mil; pessoa identificada como Carla Maria Vieira de Andrade Lima, esposa de Chico Lima, recebeu um cheque de R$ 30 mil.
 
O caso

O Ministério Público de Mato Grosso denunciou os ex-secretários de Estado e atuais colaboradores premiados, Pedro Nadaf e César Roberto Zílio, por suposta prática de corrupção e lavagem de dinheiro durante o ano de 2013. Caso será julgado na Sétima Vara Criminal de Cuiabá. 
 
Conforme os autos, crimes ocorreram na Secretaria de Estado de Transporte e Pavimentação Urbana. Processo tem como base delação premiada firmada pelo empresário Filinto Muller.

Foram denunciados ainda o procurador aposentado Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, vulgo Chico Lima, e os empresários José Mura Júnior, Pedro Augusto Mura e Eder Augusto Pinheiro.
 
Segundo acusação, ação é baseada em investigação sobre vantagem indevida na importância de R$ 900 mil paga por José Mura para liberação de valores de “restos de obras” do Governo do Estado de Mato Grosso, no valor de R$ 1,861 milhão.
 
De acordo com o apurado, para que fosse pago o valor de restos de obras à empresa Geosolo Engenharia, o empresário José Mura prometeu o pagamento de vantagem indevida a Chico Lima, no valor de R$ 900 mil.

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