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Sexta-feira, 16 de abril de 2021

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Troca de mensagens revela supostos cargos cedidos por Jarbas a Selma Arruda

Da Redação - Arthur Santos da Silva

22 Fev 2021 - 10:50

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Troca de mensagens revela supostos cargos cedidos por Jarbas a Selma Arruda
Relatório preliminar de análise de dados encontrados no aparelho celular do ex-secretário de Segurança de Mato Grosso, Rogers Jarbas, mostra que número supostamente pertencente a Selma Arruda, juíza aposentada que atuava na Sétima Vara Criminal de Cuiabá, entrou em contato para “mexer" em cargos da pasta.

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Segundo relatório produzido no âmbito da Operação Esdras, que investiga interceptações ilegais em Mato Grosso, caso conhecido como Grampolândia Pantaneira, número indicado como “Dra Selma” entrou em contato no dia 28 de julho de 2017, às 22h, perguntando com quem ela deveria falar “para mexer em um dos cargos”. A juíza aposentada prosseguiu, “preciso exonerar uma moça e nomear outra”.
 
Jarbas respondeu por um áudio que não foi recuperado pela perícia. Logo em seguida, contato identificado como Selma agradece e informa que a pessoa a ser exonerada tem o nome de Ismaela de Deus Souza Teixeira da Silva, e a pessoa a ser nomeada Mônica Furtado de Oliveira.
 
Jarbas então pergunta “para quem a Elenir deve ligar?”. O ex-secretário prossegue, “vamos resolver isso na segunda”. Segundo relatório, tudo indica que Elenir se trata da servidora que ocupava o cargo de chefe de Gabinete na secretaria de Segurança Pública. Selma então responde: “ para mim”. O investigado, às 0h34, envia: “a disposição dra”.
 
 No dia 30 de agosto de 2017 a pessoa identificada como “Elenir IPC GAB SESP” enviou mensagem ao investigado “dra selma mandou mensagem via zap informando exoneração e nomeação. Ela já falou com vc?”. Jarbas respondeu: “já falei com a dra Selma pode providenciar a mudança”.
 
As 0h26 do dia 28 de julho de 2017, Selma envia mensagem perguntando se há algum problema do investigado atestar “o ponto” de dois cargos “cedidos”, ao invés do “CIRA”. este responde que atesta todo mês e não vê problema, “basta entregar em mãos no meu gabinete”.
 
Em um outro momento, contato identificado como Selma diz que o investigado tem seu “apoio”, que acha que “isso passou dos limites”, o orientando a ir ao Conselho Nacional de Justiça. Jarbas responde agradecendo pelo carinho, e relata que sua vida “foi ao chão”. 3
 
“Diante dessa conversa entre a interlocutora e o investigado, aparenta cordialidade, atendendo suas solicitações com celeridade, levando em conta o pequeno espaço de tempo entre o pedido e a publicação, estranho que essas solicitações por parte interlocutora, são feitas via conversa pelo aplicativo whatsapp, em horário indicado nas imagens depois das 22HS, em outro trecho da conversa, resta dúvida do porque a interlocutora pede para o investigado atestar o ‘ponto’ dos ‘dois cargos’ que segundo ela, foram cedidos por ele, aparentemente são de pessoas que trabalham com ela”, finaliza relatório.

A reportagem não conseguiu contato com Selma Arruda. 

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