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Quarta-feira, 21 de abril de 2021

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​MANDANTE DO CRIME

Juíza reanalisa e mantém prisão de mulher que mandou matar marido e amante

Da Redação - Vinicius Mendes

01 Mar 2021 - 14:39

Foto: Reprodução

Juíza reanalisa e mantém prisão de mulher que mandou matar marido e amante
A juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, da 1ª Vara Criminal de Sinop (a 480 km de Cuiabá), reanalisou e manteve a prisão preventiva de Cleia Rosa dos Santos Bueno, Adriano dos Santos e José Graciliano dos Santos, responsáveis pela morte de Jandirlei Alves Bueno e Adriano Gino. As vítimas eram ex-marido e ex-amante de Cleia, respectivamente. Ela teria sido a mandante do crime.
 
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Em decisão do último dia 22 a magistrada, em atendimento ao artigo 316, parágrafo único do Código de Processo Penal, reanalisou a prisão decretada em desfavor dos acusados. Ela citou que o processo já se encontra em fase de realização da Sessão de Julgamento, que segundo ela só não aconteceu ainda “por motivo de força maior”, não havendo, portanto, excesso de prazo.
 
“Não vislumbro qualquer alteração fática-jurídica favorável aos acusados após a decisão que manteve a prisão, de modo que, conforme registrado em decisão anterior, torna-se desnecessário novamente explanar a hipótese de cabimento da segregação cautelar (art. 313, CPP), o fumus comissi delicti (materialidade e indícios de autoria) e periculum libertatis (garantia da ordem pública), além do perigo gerado pelo estado de liberdade dos acusados”.
 
Por considerar então a ausência de quaisquer elementos novos capazes de demonstrar o desaparecimento dos requisitos que basearam a prisão, a juíza manteve a prisão preventiva de Cleia, Adriano e José.
 
O caso
 
Cléia Rosa dos Santos foi presa em março de 2018, acusada de mandar matar o marido, Jandirlei Alves Bueno, em Sinop. O crime foi cometido por seu então amante em 2016 em uma simulação de um latrocínio. Um ano depois ele também foi assassinado – conforme a polícia - a mando da suspeita, que contou com a ajuda de dois guardas noturnos.
 
Ambos foram presos e, assim como Cléia, confessaram a participação no crime. Os restos mortais do amante foram localizados enterrados em uma área de mata. A vítima, de acordo com a polícia, é Adriano Gino.
 
Na mesma vala, os assassinos enterraram uma motocicleta, que foi encaminhada junto a ossada para análise da Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec). Neste crime, Cléia teria dopado o amante até que os executores chegassem ao local. Adriano foi morto com golpes de enxada. A suspeita é que o amante passou a ameçá-la.
 
Jandirlei, por sua vez, foi atingido por dois golpes de faca, em outubro de 2016, chegando a permanecer internado no Hospital Regional por quase dois meses, falecendo em seguida. Na data do crime a mulher contou à polícia que estava em casa com o marido quando foram rendidos por dois assaltantes. Diante de uma reação do homem, os bandidos então teriam o esfaqueado.
 
Ao Olhar Jurídico a defesa de Cléia confirmou que ela foi a mandante do assassinato de Adriano Gino, mas disse que ela não teve envolvimento na morte de Jandirlei. Cléia teve um relacionamento extraconjugal com Adriano, mas a relação teria acabado antes de Jandirlei ser morto.

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