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Quinta-feira, 24 de junho de 2021

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suposto esquema

Maggi recorre ao Tribunal de Justiça para trancar ação sobre compra de vaga no TCE

Da Redação - Arthur Santos da Silva

11 Mai 2021 - 11:08

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Maggi recorre ao Tribunal de Justiça para trancar ação sobre compra de vaga no TCE
Ex-governador, Blairo Maggi recorreu ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) para tentar trancar ação em que é réu por suposto esquema de compra de vaga no Tribunal de Conta de Mato Grosso (TCE-MT). Recurso surge após negativa em instância inferior, decisão do juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ação Cível Pública de Cuiabá.

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Recurso, uma agravo de instrumento, foi apresentado no dia seis de maio pelo advogado, Rodrigo Mudrovitsch. Caso aguarda julgamento na Segunda Câmara de Direito Público e Coletivo, sob relatoria do desembargador Luiz Carlos da Costa.
 
Maggi argumenta que o processo na Justiça Estadual é muito semelhante ao pano de fundo da ação penal na Justiça Federal que foi trancada por meio de pedido em habeas corpus. Na Justiça Federal, foi declarada a absolvição penal baseada na inexistência do fato ou autoria.

Em MT, Maggi pediu  que fosse “reconsiderada a decisão que recebeu a exordial” ou, subsidiariamente, “seja a presente demanda, de forma antecipada, extinta com julgamento de mérito, por ausência de ato ilícito imputável”.

Em sua decisão, o magistrada de piso esclareceu que o trancamento da ação na Justiça Federal em relação ao requerido Blairo Borges Maggi não impede prosseguimento de processo de improbidade administrativa.

O caso

Além de Blairo Maggi, a ação, por ato de Improbidade Administrativa, foi ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPE) em face de Silval da Cunha Barbosa, Alencar Soares Filho, Eder Moraes, Junior Mendonça, Humberto Bosaipo, José Riva, Leandro Valoes Soares e Sergio Ricardo de Almeida.
 
Na ação, o Ministério Público descreve a atuação de uma organização criminosa instalada no alto escalão dos poderes Executivo e Legislativo de Mato Grosso e que é objeto de investigações iniciadas em 2014, na Operação Ararath.

Entre as irregularidades já identificadas está a negociação de cadeiras no Tribunal de Contas do Estado.

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