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VERDE TRANSPORTES

Justiça sequestra coleção de veículos no valor de R$ 2,5 milhões e R$ 29 milhões de esposa de empresário

Da Redação - Arthur Santos da Silva

17 Mai 2021 - 09:50

Foto: Olhar Direto

Justiça sequestra coleção de veículos no valor de R$ 2,5 milhões e R$ 29 milhões de esposa de empresário
Ordem de sequestro judicial de bens até o montante de R$ 86 milhões determinada na 3ª fase da Operação Reta Final atinge, além de duas aeronaves, uma coleção de veículos antigos do empresário Eder Augusto Pinheiro, dono do Grupo Verde Transportes. Os veículos, segundo informação apurada pelo Olhar Jurídico, estão depositados em um aeródromo em Brasília e têm valor estimado em R$ 2,5 milhões.

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Informações dos autos apontam ainda bloqueio de R$ 29 milhões em nome de Alessandra Paiva Pinheiro, esposa de Eder Pinheiro. Há a suspeita de que ela esteja ajudando a ocultar o patrimônio do marido. Pessoas jurídicas que Alessandra é responsável estariam sendo utilizadas.
 
O Ministério Público afirma que o faturamento do Grupo verde, entre os anos de 2013 e 2017, teria atingido o montante de R$ 409 milhões somente com receita de passagens. O bloqueio de R$ 86 milhões, 20% do faturamento, serve para assegurar eventual ressarcimento.
 
Na manhã de sexta-feira (14), o Ministério Público de Mato Grosso, por meio do Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO) e do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO), deflagrou em atuação compartilhada  a terceira fase da Operação Rota Final, que busca apurar  crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude a licitação do setor de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros de Mato Grosso (STCRIP-MT), promovida pela Secretaria de Infraestrutura do Estado de Mato Grosso e  Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (AGER-MT) .
 
O sequestro judicial, além dos itens já citados pela reportagem, abrange diversos imóveis.  A investigação, iniciada na Polícia Judiciária Civil do Estado de Mato Grosso, foi encaminhada, com autorização do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT), ao GAECO-MT em meados de 2019, onde foi concluída pelas autoridades policiais do Grupo Especializado, com supervisão do NACO Criminal. O Inquérito policial possui 47 volumes de elementos de informações.

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