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Quinta-feira, 05 de agosto de 2021

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cheques de R$ 10 mil

Assessora recebia propina em agências bancárias a mando de Dilmar, aponta MPE

Da Redação - Arthur Santos da Silva

17 Mai 2021 - 13:55

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Assessora recebia propina em agências bancárias a mando de Dilmar, aponta MPE
Informações reveladas na 3ª fase da Operação Rota Final demonstram que a assessora parlamentar Cristiane Cordeiro Leite Geraldo, vinculada à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), recebia pagamento mensal de propina em nome do deputado estadual Dilmar Dal Bosco.

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Conforme os autos obtidos pelo Olhar Jurídico, pagamento ocorria por meio de cheques adimplidos pelo empresário Eder Augusto Pinheiro, proprietário do grupo Verde Transportes. “Constata-se que o recebimento das propinas, custeadas pelo investigado Eder Augusto Pinheiro, ocorriam fora das dependências da ALMT, geralmente nas agências bancárias”.
 
O MPE explica que Dilmar Dal Bosco, no exercício do cargo de deputado estadual e com o auxílio de sua assessora, teria recebido, nos anos de 2014 a 2017, propinas que totalizam R$ 512 mil, bem como vantagem indevida no valor de R$ 150 mil, valores custeados por Eder Pinheiro, por meio de cheques em parcelas de R$ 10 mil. O órgão ministerial também descreve outras formas de recebimento de propina.
 
Na manhã de sexta (14), o Ministério Público de Mato Grosso, por meio do Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO) e do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO), deflagrou em atuação compartilhada a terceira fase da “Operação Rota Final”.
 
A Rota Final busca apurar crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude a licitação do setor de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros de Mato Grosso (STCRIP-MT), promovida pela Secretaria de Infraestrutura do Estado de Mato Grosso e  Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (AGER-MT) .  
 
A investigação, iniciada na Polícia Judiciária Civil do Estado de Mato Grosso, foi encaminhada, com autorização do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT), ao GAECO-MT em meados de 2019, onde foi concluída pelas autoridades policiais do Grupo Especializado, com supervisão do NACO Criminal. O Inquérito policial possui 47 volumes de elementos de informações.

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