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Quinta-feira, 05 de agosto de 2021

Notícias / Criminal

prisão foi negada

Tornozeleira em representante de sindicato impede contato com delator

Da Redação - Arthur Santos da Silva

17 Mai 2021 - 16:03

Foto: Reprodução

Ilustração

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Tornozeleira eletrônica instalada em Julio César Sales, representante do Sindicato dos Empresários do Setor de Transporte Intermunicipal de Passageiros (SETROMAT), teve como justificativa a necessidade de monitorar e impedir contato com o colaborador premiado identificado como Max Willian de Barros Lima, peça chave na deflagração da 3ª fase da Operação Rota Final.

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Segundo os autos, Julio estaria procurando o delator para tomar conhecimento sobre “os teores do acordo celebrado”. O Ministério Público chegou a requerer a prisão do suspeito, mas a medida foi negada pelo desembargador Marcos Machado, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, me 12 de maio.. 
 
“A imposição de medidas cautelares alternativas, inclusive com monitoramento pelo uso de tornozeleira eletrônica, mostra-se proporcional e adequada às finalidades acautelatórias pretendidas, quais sejam: evitar o risco de reiteração delitiva e resguardar a ordem pública”, decidiu o Judiciário.
 
Na manhã de sexta-feira (14), o Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio do Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO) e do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO), deflagrou em atuação compartilhada  a terceira fase da Operação Rota Final.
 
A Rota Final busca apurar crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude a licitação do setor de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros de Mato Grosso (STCRIP-MT), promovida pela Secretaria de Infraestrutura do Estado de Mato Grosso e  Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (AGER-MT) .  
 
A investigação, iniciada na Polícia Judiciária Civil do Estado de Mato Grosso, foi encaminhada, com autorização do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT), ao GAECO-MT em meados de 2019, onde foi concluída pelas autoridades policiais do Grupo Especializado, com supervisão do NACO Criminal. O Inquérito policial possui 47 volumes de elementos de informações.

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