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Quinta-feira, 21 de outubro de 2021

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exploração sexual

Dona de boate acusada de manter garotas em cárcere para prostituição é solta em audiência de custódia

Da Redação - Fabiana Mendes

16 Ago 2021 - 15:05

Foto: Ilustração

Dona de boate acusada de manter garotas em cárcere para prostituição é solta em audiência de custódia
Uma mulher de 55 anos, presa preventivamente por suspeita de praticar crime de exploração sexual de mulheres em uma boate de Sorriso (420 km Cuiabá), foi solta em audiência de custódia.   

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Conforme investigação da Polícia Civil, a proprietária procurava as mulheres nas redes sociais, fazia promessas de trabalho em Sorriso, pagava as passagens e alimentação da viagem, porém, ao chegarem na cidade as vítimas seriam ameaçadas e trancadas no bar sem poder sair.

O advogado de defesa da empresária, Marcos Rogério Mendes informou que durante cumprimento do mandado de prisão e de busca e apreensão domiciliar na manhã de sexta-feira (13), não foram encontradas provas contra a acusada.

Além disso, conforme o advogado, as garotas de programa da região teriam relatado durante oitivas que ninguém estaria sendo mantida em cárcere privado e que também não havia lucro relacionado a prostituição no estabelecimento. O jurista pontuou também que a boate possui apenas alvará para comércio de bebidas.

“Sobre a acusação, entende que sua cliente não praticou o referido crime, ao passo que prostituir-se não é crime. O fato das garotas frequentarem o bar de propriedade de sua cliente assim como os demais naquela região não leva objetivamente a ocorrência de qualquer espécie de exploração! ”, finalizou em nota enviada à imprensa.

O caso

De acordo com a Polícia Civil, nas diligências identificou-se que o bar no bairro Industrial funcionava como ponto de prostituição. O local possuía vários quartos usados para os programas sexuais, bem como as mulheres que trabalhavam no bar eram obrigadas a consumir bebidas alcoólicas e atender pelo menos 10 clientes por dia.

Conforme apurado, a proprietária procurava as mulheres nas redes sociais, fazia promessas de trabalho em Sorriso, pagando as passagens e alimentação da viagem, porém, ao chegarem na cidade eram ameaçadas e trancadas no bar sem poder sair.

Diante dos fatos colhidos, a Polícia Civil representou pelo pedido de prisão preventiva da investigada e busca e apreensão do estabelecimento comercial, os quais foram deferidos pelo Poder Judiciário.

De posse dos mandados, os policiais civis foram até o endereço alvo onde localizaram a suspeita. Na ocasião foram apreendidos quatro cadernos com anotações referentes a movimentação do bar, além de aparelho celular.
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