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Quinta-feira, 02 de dezembro de 2021

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após depoimento

Faiad afirma que chefe de gabinete esclareceu a 'verdade dos fatos' e espera por liberdade

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Faiad afirma que chefe de gabinete esclareceu a 'verdade dos fatos' e espera por liberdade
O advogado Francisco Faiad pediu a liberdade de Antonio Monreal Neto, chefe de gabinete do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), um dos alvos de operação deflagrada na terça-feira (22). Requerimento ocorreu após Monreal prestar depoimento ao Ministério Público de Mato Grosso (MPE).

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Conforme Faiad, o ex-chefe de gabinete esclareceu a verdade dos fatos. “Eu acredito que ele deverá ser colocado em liberdade nas próximas horas”, explicou. Ainda segundo Faiad, Monreal explicou as acusações sobre obstrução de justiça em operação passada.
 
“Os policiais do Gaeco estiveram na Secretaria de Saúde. Ou seja, naquele momento, não havia secretário de Saúde, não havia adjunto. A secretaria estava sem comando, momentaneamente. Esses policiais não passaram pelo gabinete do prefeito. Foram direto à Secretaria de Saúde. Ele obteve a orientação no sentido de que, não havendo mandado judicial, ele foi orientado a dizer que a situação funcional das pessoas não deveria ser apresentada, a lei geral de proteção de dados proíbe”, explicou.
 
Após o depoimento, Faiad prometeu se dirigir ao Tribunal de justiça de Mato Grosso para requerer ao desembargador Marcos Machado a revogação da prisão temporária. Monreal está cumprindo prisão no Centro de Custódia da Capital.
 
O caso
 
O Ministério Público e a Polícia Judiciária Civil, através do NACO (Núcleo de Ações de Competência Originária), deflagraram na terça-feira (19) operação relacionada a ilícitos no âmbito da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá.

Houve a decretação de busca e apreensão e sequestro de bens em desfavor do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro e sua esposa, Márcia Aparecida Kuhn Pinheiro, do Chefe de Gabinete, Antônio Monreal Neto, da Secretária Adjunta de Governo e Assuntos Estratégicos, Ivone de Souza e do Ex-Coordenador de Gestão de Pessoas, Ricardo Aparecido Ribeiro, bem como de afastamento da função pública em relação a Emanuel Pinheiro, Antônio Monreal Neto e Ivone de Souza, e prisão temporária de Antônio Monreal Neto.
 
Além da medida criminal determinada pelo Egrégio Tribunal de Justiça, o Ministério Público propôs, através do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, ação cível por ato de improbidade administrativa visando a aplicação das sanções da lei de improbidade.
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