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Sábado, 04 de dezembro de 2021

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fraude no transporte

Juíza nega pedido de empresa que buscava acessar delação premiada da Operação Rota Final

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Juíza nega pedido de empresa que buscava acessar delação premiada da Operação Rota Final
A juíza Ana Cristina Mendes, da Sétima vara Criminal de Cuiabá, negou pedido feito por uma empresa que buscava acessar delação premiada de pessoa identificada como Max Willian de Barros Lima. Fatos estão relacionado à Operação Rota Final, por fraudes no sistema de transporte intermunicipal.

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A empresa Montreal MT Aviation, por meio de Willian Moreira da Silva, requereu acesso à colaboração sobre o argumento de que foi ajuizada cautelar fiscal, em trâmite na Vara de Executivo Fiscal de Cuiabá, com o objetivo de indisponibilizar bens.
 
Alvos deveriam ser empresas ligadas ao Grupo Verde, do empresário Eder Augusto Pinheiro. Ocorre que, segundo a Montreal MT Aviation, houve a sua inclusão, de forma indevida. “Os Peticionantes ainda precisam esgotar as evidências da sua ilegitimidade passiva para figurar aquele feito”, diz trecho do requerimento de acesso.
 
Em sua decisão, a juíza Ana Cristina Mendes destacou que não há “incidente desta  espécie” vinculado ao processo. Ou seja, o acordo de colaboração não consta no processo que está em fase de instrução na Sétima Vara Criminal de Cuiabá.
 
O caso


Ana Cristina Mendes, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, recebeu processo e tornou réu um conjunto de acusados em processo proveniente da Operação Rota Final. Na mesma decisão, datada do dia 22 de setembro, a magistrada retirou o sigilo do caso.
 
São réus o empresário Éder Augusto Pinheiro, o ex-governador Silval da Cunha Barbosa, Max Willian de Barros Lima, Júlio César Sales de Lima, Wagner Ávila do Nascimento, José Eduardo Pena, Adriano Medeiros Barbosa, Andrigo Gaspar Wiergert, Glauciane Vargas Wiegert, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, Francisco Gomes de Andrade Lima Neto, Carla Maria Vieira de Andrade Lima, Luís Arnaldo Faria de Mello, Idmar Favaretto, Marcos Antônio Pereira, Alessandra Paiva Pinheiro (ou Alessandra Macedo Paiva) e Cristiane Cordeiro Leite Geraldino.
 
Parte da ação, contra o deputado estadual Dilmar Dal Bosco e o suplente, Pedro Inácio Wiegert, está tramitando em instância superior. 
 
A ação penal foi ajuizada pelo Ministério Público Estadual (MPE) e narra crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, impedimento e perturbação à licitação, afastamento de licitantes e crime contra a economia popular.
 
Operação Rota Final investiga um suposto esquema montado entre empresários e políticos para embaraçar a licitação do transporte intermunicipal em Mato Grosso.
 
Segundo a peça acusatória, o grupo tinha como principal objetivo impedir a implantação do novo Sistema de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros do Estado de Mato Grosso.
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