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Sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

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Operação Cupincha

Operação que prendeu ex-secretário bloqueou mais de R$ 40 milhões de 21 alvos

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Operação que prendeu ex-secretário bloqueou mais de R$ 40 milhões de 21 alvos
Decisão judicial do magistrado Jeferson Schneider, da Quinta Vara Federal em Mato Grosso, que autorizou prisão do ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Célio Rodrigues, bloqueio mais de R$ 40 milhões de 21 pessoas, entre físicas e jurídicas.

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Entre os alvos do bloqueio está o próprio Célio Rodrigues. Contra ele, a ordem de indisponibilidade atinge o montante de R$ 2,1 milhões.  Confirma os alvos de bloqueio na tabela ao final. Além do bloqueio de valores, o magistrado determinou sequestro de quatro bens: cotas sociais da empresa Cervejaria Cuyabana; imóvel matrícula nº 90.980, localizado na Av. República do Líbano, nº 2.205, Condomínio Residencial Vila Paço Real, Senhor dos Passos; imóvel matrícula nº 121.430, 6º Serviço Notarial e Registral de Cuiabá/MT, mediante expedição de ofício ao respectivo cartório imobiliário; Embarcação (Lancha Cimitarra 380 HT). 

A Polícia Federal deflagrou na quinta-feira (28) a Operação Cupincha, segunda fase da Operação Curare, visando à realização de diligências investigativas ostensivas, bem como de identificação e de constrição patrimonial, em decorrência de atos de corrupção e lavagem de capitais, envolvendo o desvio de recursos públicos destinados à saúde.

Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, nas cidades de Cuiabá e Curitiba (PR), 3 mandados de prisão preventiva e medidas de sequestro de bens, direitos e valores. Uma pessoa se encontra foragida.

Como se apurou na primeira fase da Operação Curare, um grupo empresarial, que fornece serviços à Secretaria Municipal de Saúde do Município de Cuiabá/MT e que recebeu, entre os anos de 2019 e 2021, mais de R$ 100 milhões, manteve-se à frente dos serviços públicos mediante o pagamento de vantagens indevidas, seja de forma direta ou por intermédio de empresas de consultoria, turismo ou até mesmo recém transformadas para o ramo da saúde.

Após o ingresso dos recursos nas contas das empresas intermediárias, muitas vezes com atividades econômicas incompatíveis, os valores passavam a ser movimentados, de forma fracionada, por meio de saques eletrônicos e cheques avulsos, de forma a tentar ocultar o real destinatário dos recursos.

A movimentação financeira também se dava nas contas bancárias de pessoas físicas, em geral vinculadas às empresas intermediárias, que se encarregavam de igualmente efetuar saques e emitir cheques, visando à dissimulação dos eventuais beneficiários.

Paralelamente, o grupo empresarial investigado na primeira fase da Operação Curare promovia supostas “quarteirizações” de contratos administrativos, que viriam a beneficiar, em última instância, o servidor responsável pelas contratações com a Secretaria Municipal de Saúde e Empresa Cuiabana de Saúde Pública, incluindo o pagamento de suas despesas pessoais.

O nível de aproximação entre as atividades públicas e privadas dos investigados envolveu a aquisição de uma cervejaria artesanal, em que se associaram, de forma oculta, o então servidor público e o proprietário do grupo empresarial investigado.

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