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Sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

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Confira os 13 alvos de busca e apreensão na Operação Cupincha; sigilo de dados é quebrado

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Confira os 13 alvos de busca e apreensão na Operação Cupincha; sigilo de dados é quebrado
A Operação Cupincha, deflagrada na quinta-feira (28), teve 13 nomes como alvos de busca apreensão. Célio Rodrigues da Silva, Joany Costa de Deus, Liandro Ventura da Silva, Paulo Roberto de Souza Jamur, Leilson Ventura da Silva, Paula Cristina Alencar de Oliveira, Paulo Roberto Oliveira do Amaral, Vilmar José de Moraes e Vagner Fábio Rodrigues são alguns dos citados na decisão.

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Ainda sofreram com o cumprimento de mandado as empresas Cuyabana Cervejaria Artesanal Ltda, Ventura Prestadora de Serviços Médicos Hospitalares Ltda, Marina Morro do Chapéu e Medpremium Comércio e Distribuidora de Produtos Médicos e Hospitalares Ltda.
 
Justiça Federal autorizou ainda o afastamento do sigilo de dados telefônico, informático e telemático de todos os investigados contra os quais a medida de busca e apreensão foi deferida, autorizando-se a Polícia Federal, por consequência, a ter livre acesso aos bancos de dados dos HDs, mídias avulsas, tablets e celulares apreendidos nos locais de busca, assim como aos dados insertos em cartas e outros envelopes que estejam lacrados, com indicativo de pertencerem aos investigados.
 
Como se apurou na primeira fase da operação, um grupo empresarial, que fornece serviços à Secretaria Municipal de Saúde do Município de Cuiabá e que recebeu, entre os anos de 2019 e 2021, mais de R$ 100 milhões, manteve-se à frente dos serviços públicos mediante o pagamento de vantagens indevidas, seja de forma direta ou por intermédio de empresas de consultoria, turismo ou até mesmo recém transformadas para o ramo da saúde.
 
Após o ingresso dos recursos nas contas das empresas intermediárias, muitas vezes com atividades econômicas incompatíveis, os valores passavam a ser movimentados, de forma fracionada, por meio de saques eletrônicos e cheques avulsos, de forma a tentar ocultar o real destinatário dos recursos.

A movimentação financeira também se dava nas contas bancárias de pessoas físicas, em geral vinculadas às empresas intermediárias, que se encarregavam de igualmente efetuar saques e emitir cheques, visando à dissimulação dos eventuais beneficiários.

Paralelamente, o grupo empresarial investigado na primeira fase da Operação Curare promovia supostas “quarteirizações” de contratos administrativos, que viriam a beneficiar, em última instância, o servidor responsável pelas contratações com a Secretaria Municipal de Saúde e Empresa Cuiabana de Saúde Pública, incluindo o pagamento de suas despesas pessoais.

O nível de aproximação entre as atividades públicas e privadas dos investigados envolveu a aquisição de uma cervejaria artesanal, em que se associaram, de forma oculta, o então servidor público e o proprietário do grupo empresarial investigado.
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