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Sábado, 21 de maio de 2022

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esquema na saúde

Empresário apontado como sócio oculto em cervejaria cita 'falta de contemporaneidade' e busca liberdade no TRF-1

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Empresário apontado como sócio oculto em cervejaria cita 'falta de contemporaneidade' e busca liberdade no TRF-1
O empresário Paulo Roberto de Souza Jamur, apontado como sócio oculto junto com o ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Célio Rodrigues, na Cervejaria Cuyabana, aguarda julgamento de habeas corpus buscando por liberdade no Tribunal Regional Federal da Primeira Região. Jamur foi preso em cumprimento de mandado na Operação Cupincha.

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O empresário é apontado ainda como sócio das empresas Hipermed Serviços Médicos e Hospitalares, Ultramed Serviços Médicos e Hospitalares e Smallmed Serviços Médicos e Hospitalares, empresas que, entre os anos de 2019, 2020 e 2021, receberam mais de R$ 100 milhões em contratos com a Saúde municipal.
 
Segundo consultado pelo Olhar Jurídico, defesa pede que o empresário seja colocado imediatamente em liberdade, “ante a ausência de contemporaneidade que justifique a segregação antecipada ainda que com a determinação cumprimento de alguma medida cautelar diversa da prisão”.
 
Jamur foi preso no final de outubro, durante a Operação Cupincha, segunda fase da Operação Curare. Conforme revelado, grupo empresarial manteve-se à frente dos serviços públicos mediante o pagamento de vantagens indevidas, seja de forma direta ou por intermédio de empresas de consultoria, turismo ou até mesmo recém transformadas para o ramo da saúde.
 
Após o ingresso dos recursos nas contas das empresas intermediárias, muitas vezes com atividades econômicas incompatíveis, os valores passavam a ser movimentados, de forma fracionada, por meio de saques eletrônicos e cheques avulsos, de forma a tentar ocultar o real destinatário dos recursos.

A movimentação financeira também se dava nas contas bancárias de pessoas físicas, em geral vinculadas às empresas intermediárias, que se encarregavam de igualmente efetuar saques e emitir cheques, visando à dissimulação dos eventuais beneficiários.
 
Além de Paulo Roberto de Souza Jamur e Célio Rodrigues, pessoa identificada como Liandro Ventura também foi presa na Operação Cupincha.
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