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Sábado, 25 de junho de 2022

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próximo triênio

Moreno continua oposição e é candidato para 2015

Foto: Renê Dióz/OD

Mesmo após resultado desfavorável na noite desta sexta-feira, Moreno foi levantado por colegas de chapa e anunciou:

Mesmo após resultado desfavorável na noite desta sexta-feira, Moreno foi levantado por colegas de chapa e anunciou:

O ano de 2015 começa neste sábado (24) para o advogado José Moreno Sanches, candidato oposicionista derrotado à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Mato Grosso. Poucos minutos após confirmar a vitória com vantagem de aproximadamente 800 vagas do oponente Maurício Aude, Moreno não se furtou a já anunciar que continua oposição e que tem projeto para voltar à disputa para o triênio seguinte.

“Desse pessoal maravilhoso que nós conseguimos reunir nós vamos verificar quem tem intenção de montar um grupo de oposição, uma oposição coerente. Tenho pelo menos 15 nomes em mente para formar um grupo”, anunciou Moreno, que já tem reunião neste sábado para definir as diretrizes com as quais a oposição vai trabalhar nos próximos três anos – na função de fiscalizadora da gestão de Aude.

O nome de Moreno surgiu para a disputa da OAB em 11 de agosto com a pretensão de aglutinar os nomes oposicionistas dispostos até então, como o de Luciana Serafim e Pio da Silva, a fim de finalmente obter a musculatura suficiente para bater a chapa situacionista de Maurício Aude.

Oposição fragmentada

De início, a pretensão de fazer os demais candidatos de oposição desistirem de seus próprios nomes para juntar-se ao projeto de Moreno desagradou tanto a Luciana quanto a Pio, que se mostraram irredutíveis. Entretanto, as articulações se desenvolveram nos bastidores, Luciana desistiu de encabeçar uma chapa e passou a apoiar Moreno.

Pio, por sua vez manteve-se no compromisso de encabeçar a chapa e a eleição para a Ordem, ao cabo, contou com uma natural candidatura da situação e dois nomes homologados da oposição, cada um dizendo representar a verdadeira renovação. Mais uma vez, a oposição se mostrava fragmentada.

Na análise de Moreno, nem tanto. Ele considera que, mesmo não conseguindo a desistência de todos os nomes oposicionistas em torno do seu, conseguiu iniciar a formação de unidade da oposição às duras penas.

“Para quem está na situação, a coisa é muito simples: pega-se um nome e dá-se encaminhamento. Já a oposição tem que ser construída. Então, os vários grupos de oposição tendem a encontrar momentos críticos, difíceis. Mas o resultado que nós conseguimos aqui foi uma grande vitória”, analisou, adiantando que, nesta nova empreitada para 2015, já pretende investir mais na “estrutura” de trabalho da oposição e na massificação de seu nome no interior do Estado – fatores necessários para formar um movimento páreo a um grupo de “profissionais no âmbito da política classista e partidária”.

“Não era realmente uma luta fácil. O grande problema que se percebe facilmente foi a falta de um trabalho mais intenso no interior do Estado, que se justifica pelo pequeno prazo de duração da campanha. Eles vieram do interior do Estado com 63% já na frente dos votos apurados. Mas a gente quer fazer esse projeto sério. Vamos convidar também outros nomes que não fizeram parte da chapa mas que são importantes para o projeto”.
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