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Domingo, 26 de junho de 2022

Notícias | Criminal

caso Toni Flor

Queda de energia em presídio interrompe audiência que julga esposa acusada de mandar matar marido

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Queda de energia em presídio interrompe audiência que julga esposa acusada de mandar matar marido
O juiz Flávio Miraglia Fernandes, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, suspendeu audiência de instrução nesta segunda-feira (21) em processo sobre o assassinato do empresário Toni Flor. Esposa da vítima, Ana Cláudia Flor é acusada de planejar e pagar pelo crime. A audiência foi paralisada durante depoimento do delegado Marcel Gomes de Oliveira e teve como justificativa queda de energia na Penitenciária Central do Estado (PCE). Alguns réus detidos preventivamente acompanhavam a audiência do presídio.

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Audiência desta segunda tinha previsão de oitiva de Paulo Alexandre da Silva Oliveira, Fabricia Pereira de Oliveira, Cristiane Silva, Anderson Luiz Diniz Zacarias, Aldina Márcia Alez Herter, Marcel Gomes de Oliveira e Jeferson Jemes de Paula.
 
Nos dias  22, 23 e 24, serão colhidos os depoimentos de outras testemunhas, além da continuidade do depoimento do delegado Marcel (ainda no dia 24). Os denunciados serão ouvidos no dia 25 de fevereiro, às 14 horas.

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE) ofereceu denúncia contra Ana Claudia de Souza Oliveira Flor, por homicídio qualificado praticado contra o seu próprio esposo, Toni da Silva Flor.

Além dela, também foram denunciados pelo mesmo crime Igor Espinosa, Wellington Honorio Albino, Dieliton Mota da Silva e Ediane Aparecida da Cruz Silva. A denúncia inclui ainda Sandro Lúcio dos Anjos da Cruz Silva, que responde por falso testemunho, após ter feito afirmação falsa no âmbito do inquérito policial.

Consta na denúncia que no dia 1º de agosto de 2020, por volta das 7h, em frente a uma academia, a vítima foi atingida por disparos de arma de fogo efetuados por Igor Espinosa, a mando de Ana Claudia de Souza Oliveira Flor. Para a concretização do crime, a esposa teria sido auxiliada por Wellington Honorio Albino, Dieliton Mota da Silva e Ediane Aparecida da Cruz Silva.

De acordo com a investigação, Toni da Silva Flor e Ana Claudia de Souza Oliveira Flor estavam casados há 15 anos, tendo inclusive três filhas. O casamento, no entanto, vinha se deteriorando, notadamente por conta de relacionamentos extraconjugais da acusada. Alguns dias antes de ser morto, Toni teria anunciado a intenção de se separar.
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