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Domingo, 26 de junho de 2022

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“Eu e minha filha ficamos 10 anos sob escolta policial” diz Taques sobre denúncia contra Josino

23 Fev 2022 - 17:41

Da Redação - Lázaro Thor Borges e Arthur dos Santos Silva

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

“Eu e minha filha ficamos 10 anos sob escolta policial” diz Taques sobre denúncia contra Josino
O ex-governador Pedro Taques falou à reportagem do Olhar Jurídico que nunca houve qualquer tipo de perseguição ou abuso de autoridade contra Josino Guimarães. O ex-procurador também lembrou que por conta da denúncia feita contra o empresário ele e sua família viveram muito tempo sob escolta policial. 

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Denunciado por Taques na época em que o ex-governador atuava no Ministério Público Federal (MPF), Josino foi apontado como mandante do assassinado do juiz Leopoldino do Amaral, que havia acusado Josino de ser intermediário de um esquema de venda de sentenças.

Taques lembrou que quem fez toda a investigação foi a Polícia Federal e que o seu papel no processo foi reunir os elementos e realizar a denúncia. Josino acusou o ex-procurador de entrar no processo para ter visibilidade midiática e ganhar proeminência social. “Taques não poderia ver uma geladeira aberta que achava que era televisão”, disse Josino em seu depoimento prestado na última terça-feira (22).

“Fiz a denúncia, o juiz federal recebeu, o TRF manteve, o STJ manteve, o STF manteve,  mais de uma vez. Em 2000 e 2001 havia elementos para a denúncia, não acompanhei mais o caso. Não conheço o processo, não fiz a instrução processual, não posso dizer se existe prova para condenar; uma denúncia não significa que o cidadão seja culpado, para isso existe o processo, com contraditório, ampla defesa, e o Judiciário para decidir”, afirmou Taques. 

Taques também lembrou que por conta do processo ele foi perseguido e viveu o risco de denunciar alguém tão poderoso, como era Josino na época. “Em razão desse caso, e de suas repercussões, eu e a minha filha ficamos mais de 10 anos com escolta policial. Muitos se esquecem disso”, contou à reportagem do Olhar Jurídico.
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