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Quarta-feira, 18 de maio de 2022

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julgamento Mensalão

Para Rui STF está contaminado, mas petistas serão absolvidos

Foto: Reprodução

Para Rui STF está contaminado, mas petistas serão absolvidos
O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, afirma não acreditar na influência da repercussão do julgamento do caso que ficou conhecido como ‘mensalão’, marcado para acontecer em agosto no Supremo Tribunal Federal, nas eleições dos candidatos majoritários petistas.

“Eu acredito que o julgamento do mensalão não influencia em nada as eleições deste ano, até porque é um processo que está contaminado por uma politização que não deveria haver no Poder Judiciário. A população está mais preocupada é com que os problemas das suas cidades sejam resolvidos. O fato é que as prefeituras sem sintonia com o governo federal têm problemas mais acentuados que as em simetria com a União”, disse o presidente em Cuiabá.

Segundo Falcão, apesar dessa politização o PT espera que os ministros do Supremo Tribunal Federal julguem conformes os autos. “Se o julgamento for conforme esperamos, ou seja, conforme os autos do processo, não há razão para condenação. Não há provas na materialidade dos delitos e a idéia da formação de quadrilha é insustentável”, declarou.

O líder petista afirma que não houve compra de votos por parte de seus companheiros de sigla e que seria inverossímil imaginar que o presidente da Câmara dos Deputados que é do PT e o líder do governo do PT, precisassem receber algum tipo de recurso para votar com o governo.

“O único momento em que se comprovou compra de votos foi durante o governo do Fernado Henrique, em cuja reeleição dois deputados confessaram receber R$ 200 mil para votar pela reeleição. Em segundo lugar, não houve utilização de dinheiro publico. Em terceiro, não existe nenhum militante do PT que se enriqueceu neste processo. Então estamos tranquilo e achaomos que nossosmilitantesn serão absolvidos”, finalizou.

Entenda o  que foi o Mensalão:

O mensalão é o nome do principal escândalo que atingiu o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2005 - durante o primeiro mandato - e que consistia em um esquema de pagamento de propina a parlamentares para que votassem a favor de projetos do governo. Entre os 39 acusados, estão parlamentares, ex-ministros, dirigentes do Banco Rural e o empresário e publicitário Marcos Valério. O ex-chefe da Casa Civil José Dirceu era apontado como chefe do esquema e o parlamentar mato-grossense, deputado federal Pedro Henry (PP).

A crise começou com uma entrevista em junho de 2005 em que Roberto Jefferson, à época deputado federal, disse para o jornal Folha de S.Paulo que o mensalão existia e envolvia o PT, PL [que se fundiu com o Prona e virou PR], PTB e outros . O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares foi a público negar que pagava a mesada e ofereceu abrir seu sigilo fiscal, bem como o sigilo bancário de suas contas pessoais.

Foi no depoimento ao Conselho de Ética da Câmara que Jefferson contou que havia avisado os ministros Aldo Rebelo, Walfrido Mares Guia, Ciro Gomes, Miro Teixeira, José Dirceu e Antonio Palocci sobre o esquema. Dirceu e Palocci negaram terem sido alertados, mas os outros admitiram que sabiam. Neste depoimento, ficou famoso o pedido de Jefferson para que Dirceu saísse do governo "rapidinho".

Uma semana depois que o caso estourou, Dirceu, que era considerado o homem forte de Lula, pediu para sair da Casa Civil e foi substituído pela atual ministra Dilma Rousseff. No dia seguinte, Jefferson se licenciou da presidência do PTB onde está atualmente e no dia 5 de julho foi a vez de Delúbio Soares se licenciar do cargo de tesoureiro do PT. Ainda em julho foi instalada a CPI do Mensalão que ouviu praticamente todos os envolvidos no caso.

Em 12 de agosto, o presidente Lula fez um pronunciamento na TV em que se disse "traído" e afirmou que o ''PT tem que pedir desculpas", mas não citou nomes. Em 30 de agosto, Delúbio envia à CPI do Mensalão uma carta envolvendo PSB e PC do B no esquema.

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