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Quinta-feira, 18 de agosto de 2022

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Após decisão

Bebê de quatro meses com risco de morte é transferido para Cuiabá em UTI aérea

Foto: Reprodução

Bebê de quatro meses com risco de morte é transferido para Cuiabá em UTI aérea
Após ação da Defensoria Pública de Mato Grosso, I.K.B., que tem apenas quatro meses de vida, com quadro de hemorragia digestiva e pneumonia, em estado gravíssimo, foi transferido na quinta-feira (28), por meio de uma UTI aérea, do Hospital Regional de Água Boa para o Hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá.

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Nascido de cesárea devido a uma amniorrexe prematura (ruptura das membranas antes do trabalho de parto), no dia 28 de dezembro de 2021, em Gaúcha do Norte (593 km de Cuiabá), I.K.B. teve quadro hipoativo, ictérico e desidratação, sendo internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de Várzea Grande no dia 2 de janeiro deste ano.

O recém-nascido recebeu alta no dia 16. Porém, após complicações, foi internado novamente no dia 8 de abril, com quadro de pneumonia, apresentando episódios de cianose periférica (coloração azulada), com crises convulsionais, em razão da febre alta, desta vez no Hospital Regional de Água Boa.

No dia 27, ele apresentou piora clínica, com sonolência, episódios de vômito escurecido e evacuação sanguinolenta moderada, necessitando de remoção urgente para UTI pediátrica. Em seguida, no mesmo dia, apresentou sepse (doença inflamatória) grave, com distúrbio de coagulação e hemorragia digestiva.

Diante do quadro gravíssimo, a mãe de I.K.B. procurou o Núcleo de Água Boa da Defensoria Pública. Imediatamente, a defensora pública Lindalva de Fátima Ramos ingressou com a ação, com pedido de tutela de urgência, contra o Município de Água Boa e o Estado, solicitando a transferência urgente para um hospital com melhor estrutura pediátrica, devido ao risco iminente de morte.

A decisão judicial foi rápida. Na noite daquele mesmo dia (27), o juiz plantonista Jean Paulo Rufino deferiu o pedido, concedendo a tutela de urgência, e determinou a remoção do paciente e de um acompanhante para uma UTI em Cuiabá ou em qualquer unidade hospitalar com a estrutura exigida, custeada pelo Estado, incluindo todos os exames e tratamentos, até mesmo intervenção cirúrgica, se necessária. A transferência ocorreu no dia seguinte (28).

“Que mãe aguenta ver o filho morrendo? Não tenho nem palavras para agradecer. Se demorasse mais uns dois dias, acredito que ele não ia resistir”, declarou A.P.M.K., que tem 27 anos e é cabeleireira.

Segundo a mãe, o bebê tomou antibiótico na veia por dez dias em Água Boa e, quando o medicamento foi suspenso, a febre voltou com força, acima de 40°C.

“Ele chegou a ter várias convulsões. Os médicos falaram até em intubar. Ele foi só piorando. Fizeram novos exames, deu bactéria na corrente sanguínea, começou a evacuar sangue, tendo hemorragia interna. Ele vivia sedado, estava só definhando”, revelou.

Mais aliviada, a mãe conta que ele está sendo muito bem atendido e já apresentou uma nítida melhora em Cuiabá, no antigo Pronto-Socorro, que fica na região central da capital.

“Já está mais coradinho, o cocô dele já mudou, parou de evacuar sangue. É outra vida. Vai ter que fazer um procedimento no intestino. É alguma coisa com as alças intestinais dele”, disse.

Ela agradeceu pela assistência prestada pela Defensoria Pública. “Fui muito bem atendida. Foi tudo muito rápido. Meu filho estava quase morrendo, mas deu tudo certo, graças a Deus. Quem tem boca vai a Roma. A gente não pode ficar quieto, senão acontece o pior”, arrematou.
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