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Quinta-feira, 18 de agosto de 2022

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pedido de liberdade

Policial que perseguiu e matou homem com tiro na cabeça afirma que 'pensou ter visto' vítima sacar arma

Foto: Reprodução

Policial que perseguiu e matou homem com tiro na cabeça afirma que 'pensou ter visto' vítima sacar arma
O policial civil Leonel Constantino de Arruda requereu nesta quinta-feira (12) revogação de sua prisão preventiva. Acusado de matar pessoa identificada como Anderson Conceição de Oliveira na região central de Cuiabá, policial apresentou narrativa de que "pensou ter visto" a vítima ter movimentado uma das mãos “como se fosse retirar uma arma escondida”.

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Segundo os autos, Leonel Constantino, policial da ativa, estava em serviço, quando foi acionado por uma estagiária, a qual lhe informou que estava lavrando ocorrência de extravio de documento para a vítima Anderson, momento em que ela constatou que este tinha um mandado de prisão em aberto.
 
Leonel deu voz de prisão para a vítima, o qual estava desarmado e fugiu. O policial efetuou disparo de arma de fogo pelas costas no momento em que Anderson fugia, sendo então atingido na cabeça e constatado o óbito.
 
“Em milésimos de segundos, tudo num instante e muito rápido, correndo atrás do fugitivo, ao ver o que ele movimentou uma das mãos como se fosse retirar uma arma escondida, na dúvida, no susto e no medo, o Requerente desferiu um único tiro em sua direção, com intenção sim de pará-lo, mas jamais de tirar sua vida”, afirma defesa de Leonel.
 
Ainda segundo defesa, “é inaceitável que num instante o requerente seja transformado de mocinho a bandido no estrito cumprimento do dever”. Advogados salientem que Leoneu “pensou que estava diante de uma iminente agressão”.
 
“Face a todo o exposto, ausentes os requisitos que autorizam a decretação da prisão preventiva, bem como ausente qualquer fato concreto que justifique o periculum libertatis, requer a Vossa Excelência a imediata revogação da prisão preventiva”, requereu a defesa.
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