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Quarta-feira, 10 de agosto de 2022

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Órgão Especial

TJ retoma julgamento para decidir se aceita denúncia contra promotor acusado de vazar interceptação

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

TJ retoma julgamento para decidir se aceita denúncia contra promotor acusado de vazar interceptação
Órgão Especial do Tribunal de Justiça (TJMT) incluiu em pauta para continuar julgamento no dia nove de junho sobre ação em face do promotor de Justiça Marco Aurélio de Castro, acusado de vazar ilegalmente interceptação telefônica em que o ex-governador Silval Barbosa conversa com o desembargador Marcos Machado.

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Maioria dos desembargadores votaram em fevereiro para aceitar denúncia contra o promotor de Justiça. O desembargador Carlos Alberto pediu vista para avaliar o cometimento do crime de interceptação ilegal.
 
Oito desembargadores que compõem Órgão Especial do Tribunal de Justiça votaram para aceitar a denúncia de vazamento. A ação penal foi proposta pelo próprio Ministério Público (MPE), órgão do qual Marco Aurélio faz parte.
 
Marco Aurélio teria vazado para a TV Centro América áudio da ligação entre Barbosa e Machado. Na época, ele ocupava cargo de Coordenador do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO).
 
Segundo o relator do processo, o desembargador Rubens de Oliveira, existem indícios suficientes que comprovam que Marco Aurélio cometeu crime ao compartilhar informações que estavam em segredo de Justiça. 
 
Entenda o caso
 
Então coordenador do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), Marco Aurélio de Castro teria repassado a terceiros áudios captados em interceptação de comunicações telefônicas à qual teve acesso em razão do cargo que ocupava.
 
Na ocasião da Operação Ouro de Tolo, contra a ex-primeira-dama Roseli Barbosa, o desembargador Marcos Machado teve conduta questionada após divulgação de uma escuta telefônica com Silval Barbosa. Os áudios obtidos junto ao Ministério Público foram expostos pela TV Centro América.
 
A reportagem veiculou um diálogo suspeito entre as partes, gerando especulações sobre possível favorecimento.
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