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Quarta-feira, 10 de agosto de 2022

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excesso de prazo

Justiça Federal em Mato Grosso revoga cautelares da Operação Trypes

Foto: Reprodução/ Ilustração

Justiça Federal em Mato Grosso revoga cautelares da Operação Trypes
O juízo da 5ª Vara Federal de Cuiabá revogou cautelares da Operação Trypes, envolvendo os empresários Wilson e William Ribeiro, por excesso de prazo nas investigações. A Trypes desarticular suposta organização criminosa que atuava extraindo e comercializando, ilegalmente, ouro da Amazônia Legal.

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A Justiça Federal, também por meio da Quinta Vara já havia revogado a prisão preventiva dos empresários em pedido da defesa, realizada pelo advogado Valber Melo. Investigações apontaram, além da extração e comercialização ilegal de ouro, lavagem de dinheiro, emissão de documentos falsos e uso de contas bancárias para atividade criminosa.
 
“Não obstante as justificativas apresentadas pela autoridade policial quanto à demora na conclusão do presente inquérito policial, fato é que ainda há diversas diligências pendentes de realização e não há perspectiva de quando o inquérito policial será concluído. Assim, passados mais de 02 (dois) anos desde a decretação das medidas cautelares restritivas de liberdade em desfavor dos investigados, aparentemente poucas diligências relevantes foram realizadas e o futuro das investigações ainda é incerto, impondo-se, portanto, a revogação das medidas cautelares restritivas de liberdade, diante da excepcional e injustificada demora na conclusão das investigações”.
 
O nome da operação deriva da palavra grega trypes, que significa buracos, segundo a PF uma alusão ao impacto ambiental na região após a ação criminosa.
 
Na decisão, o juiz federal advertiu que “a revogação de proibição de acesso à Fazenda Dardanelos e a outras frentes garimpeiras, não configura salvo conduto para a prática de novos delitos relacionados à extração de minérios na região pelos investigados, e, da mesma forma, não exime a autoridade policial de realizar novas fiscalizações e medidas investigativas”.
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