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Terça-feira, 09 de agosto de 2022

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Justiça Federal recebe ação contra treze pessoas acusadas de vender R$ 440 milhões em ouro ilegal

Foto: Agência Brasil

Justiça Federal recebe ação contra treze pessoas acusadas de vender R$ 440 milhões em ouro ilegal
Justiça Federal recebeu no dia 20 de junho denúncia em face de 13 pessoas envolvidas na comercialização de ouro extraído ilegalmente de garimpos na Amazônia e exportado para a Itália. Supostos crimes praticados foram de organização criminosa, receptação qualificada, extração/transporte/comercialização de ouro sem título minerário, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. No ano de 2019, a organização criminosa comercializou  1,5 tonelada de ouro, quantia valorada em R$ 440 milhões. 

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Segunda a denúncia assinada pelo Ministério Público Federal, a organização criminosa era liderada por Bruno Cezar Cecchini, composta ainda por Luiz Alberto Madruga Vargas, Julia Leao Cecchini, Bruna Layane Carvalho Cecchini, Adriano Aguiar de Castro, José Celso Rodrigues Silva, Creudevaldo Birtche (vulgo “tucura”), Willian Ribeiro (vulgo “Cowboy”), Wilson Ribeiro Filho, além dos italianos  Giacomo Dogi e Mauro Dogi. Por meio da empresa RJR Minas Export Ltda, o grupo comprava ouro ilícito, proveniente de garimpos ilegais no sul do Pará e no norte do Mato Grosso. O metal era adquirido de garimpeiros ilegais.
 
Segundo o MPF, para camuflar a origem ilícita do ouro, a organização criminosa indicava que a lavra teria ocorrido na área do título minerário regular, localizado no município de Colniza, pertencente à empresa New Stone Mineração Ltda, o que se provou falso. Peritos foram ao local e confirmaram que lavra estava inativa. Posteriormente, o ouro era revendido para a empresa CHM do Brasil Metais Ltda, de propriedade e administração dos italianos Giacomo Dogi e Mauro Dogi, que o exportava para a Itália como se fosse lícito.

Ainda conforme o órgão ministerial, só no ano de 2019, a organização criminosa comercializou mais de 1,5 tonelada de ouro usurpado da União, cujo valor seria, de acordo com a cotação atual, superior R$ 440 milhões.
 
O esquema criminoso foi desmantelado com a prisão, em junho de 2019, de dois funcionários da empresa RJR Minas Export Ltda. Eles foram flagrados no Aeroporto de Goiânia transportando mais de 110 quilos de ouro com notas fiscais falsas, escondidos em compartimento abaixo dos bancos de uma aeronave.
 
Decisão de recebimento do processo é assinada pelo juiz federal Eduardo Ribeiro de Oliveira.
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