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Quarta-feira, 17 de julho de 2024

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AINDA GARANTIU REGALIAS

Ex-diretor da PCE se preocupou em deixar Caverninha, conhecido por matar policiais, no mesmo raio que Sandro Louco

Foto: Reprodução

Ex-diretor da PCE se preocupou em deixar Caverninha, conhecido por matar policiais, no mesmo raio que Sandro Louco
Interceptações feitas pela Operação Caixa de Pandora revelaram a preocupação que o então subdiretor da Penitenciária Central do Estado (PCE), Reginaldo Alves dos Santos, tinha em garantir que o “conselheiro” do Comando Vermelho, Isaías Pereira Duarte, vulgo “Caverninha”, fosse devidamente atendido dentro da cadeia, em 2019. Inclusive, foi flagrado que Reginaldo tratou com agentes penitenciários sobre deixar Caverninha no mesmo cubículo que a principal liderança da facção em Mato Grosso, Sandro Silva Rabelo, o “Sandro Louco”.


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Nos diálogos, a operação identificou que a ideia era deixar Caverninha devidamente instalado no Raio 5, destinado aos líderes da facção. A preocupação era que ele estivesse com colchão, ventilador e “tudo”.
Além disso, os agentes negociavam que o faccionado deveria ficar perto de Sandro Louco, para que não tivessem que comprar dois freezers para deixar no Raio 5. Tal freezer, inclusive, foi o equipamento usado para entrar com diversos celulares na PCE.   O esquema foi desarticulado no âmbito da Operação Assepsia.
“Durante o diálogo Reginaldo questiona Lindomar se o detento Isaias (vulgo "Caverninha") já tem colchão, ventilador, e "tudo", tendo Lindomar respondido positivamente. Reginaldo perguntou também se foi realizado compra de freezer pra Isaias. Lindomar disse que não sabia, e em sequência Reginaldo diz que a advogada do "menino" que solicitou pra comprar para os outros detentos do mesmo Raio, e se pode liberar. Lindomar responde que se liberou pra um tem que liberar pros "outros", pois pode caracterizar "isolamento". Reginaldo ainda pergunta se eles irão colocar os "caras" juntos (se referindo aos detentos Sandro "Louco" e Isaias o "Caverninha"), ou seja, "na mesma cela ou cubículo do Raio 05, senão vai ter que comprar dois freezer, um para cada cubículo", revelou o relatório.
Isaías, ou Caverninha, possui extensa ficha criminal e, conforme a investigação, também é conhecido como “matador de polícia”. Ele está preso na PCE desde 12 de abril de 2019.
Em 2012 ele foi identificado como responsável por assassinar o policial civil Manoel Alves de Almeida, 55 anos, durante tentativa de assalto no mês de julho daquele ano. Ele ainda é apontado de ter atirado contra um outro policial em assalto no município de Várzea Grande.
O jovem possui histórico de violência contra policiais militares. O primeiro registro ocorreu no dia 22 de julho de 2012, quando um policial militar que trabalhava de segurança no supermercado "Bom Jesus" foi baleado na boca por Izaías.

Manoel foi assassinado  no bairro CPA IV, em Cuiabá. Ele foi baleado, mas reagiu e atirou no bandido, que conseguiu fugir do local. Ele chegou a ser resgatado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos.
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou na última quinta-feira (6) a operação Caixa de Pandora. Dezenove pessoas, incluindo policiais penais e advogados, são alvos de 43 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Cáceres.

O grupo é investigado por promover articulação para garantir a entrada de materiais ilícitos, tais como aparelhos celulares e assessórios nas unidades prisionais da Capital,  obtendo, assim, vantagem econômica ilícita e causando inúmeros prejuízos à segurança pública dentro e fora do Estado.

Conforme o Gaeco, os elementos probatórios colhidos durante a investigação demonstram que servidores do Sistema Penitenciário ingressaram e/ou facilitaram a entrada de aparelhos celulares e acessórios na Penitenciária Central do Estado, os quais eram utilizados pelos presos. Através dos dispositivos, os detentos praticavam e ordenavam vários crimes extramuros. 
 
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