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Terça-feira, 23 de julho de 2024

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IMPROBIDADE SERÁ EXAMINADA

Ledur será inquirida em agosto no processo que é denunciada por torturar aluno

Foto: Reprodução

Ledur será inquirida em agosto no processo que é denunciada por torturar aluno
O juiz Moacir Rogério Tortato marcou para 1º de agosto a audiência de instrução sobre processo que investiga a tenente do Corpo de Bombeiros, Izadora Ledur, denunciada por improbidade, supostamente cometida durante treinamento do aluno Maurício Júnior dos Santos, em 2015. Decisão é desta segunda-feira (17).


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Na mesma denuncia que acusou Ledur de tortura contra Maurício, o Ministério Público a acusou de improbidade administrativa, e requereu a remessa do processo ao Núcleo das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa de Cuiabá, para conhecimento e, sendo o caso, providências, em janeiro de 2022.
 
Em março daquele ano, foram sorteados os membros do Conselho e, no dia 19 de julho, tomaram posse o Ten Cel PM Edylson Figueiredo Pintel, Cap PM Heryk Henryk de Deus Pereira, Cap PM Lucas Andreo, e Cap PM Rosana Siqueira Galvão Corvoisier.
 
Na ocasião, a defesa da acusada sustentou questão de ordem para que Ledur fosse absolvida sumariamente pela imputação de improbidade.
 
Então, os Juízes do Conselho de Justiça Militar, por maioria, acordaram em postergar a apreciação do requerimento para o julgamento em Plenário do Conselho Especial de Justiça Militar.
 
Na sessão de instrução realizada no dia 20 de março de 2023, foram ouvidas cinco testemunhas e, ao final, a defesa insistiu na oitiva de outra testemunha, razão pela qual a audiência foi redesignada para o dia 1 de agosto de 2024.

Consta dos autos que, no início do ano de 2016, entre os meses de janeiro e fevereiro, durante o treinamento de salvamento aquático em ambiente natural do 15º Curso de Formação de Soldado do Corpo de Bombeiros Militar, realizado na Lagoa Trevisan, a denunciada submeteu o aluno Maurício Júnior dos Santos, que estava sob sua autoridade, com emprego de violência, a intenso sofrimento físico e mental, como forma de lhe aplicar castigo pessoal.
 
Apesar de apresentar bom condicionamento físico, bem como ter sido aprovado em todas as fases do concurso público para compor o quadro de servidores, incluindo a etapa TAF (teste de aptidão física), Maurício demonstrou dificuldades na execução das atividades aquáticas, o que era visível a todos os alunos e instrutores 

Segundo ação, em uma dos dias de treinamento, após percorrer cerca de 40 metros, a vítima começou a sentir câimbras, sendo auxiliada por outros alunos, tendo, inclusive, recebido do uma boia ecológica.
 
Ocorre que, conforme o MP, já no meio do percurso, a denunciada determinou que os demais alunos seguissem com a travessia, deixando Maurício para trás, momento em que ela começou a tortura-lo.

Ainda conforme o MP, após alguns “caldos”, Maurício já estava sem forças para emergir e respirar, segurou os braços de Ledur, implorando para que ela cessasse a atividade. A denunciada, por sua vez, além de a repreender gritando “Você está louco? Aluno encostando em oficial”, só interrompeu a sessão de afogamento quando a vítima perdeu a consciência.
 
Pouco tempo depois, Maurício acordou desesperado, já nas margens da lagoa, momento em que veio a vomitar bastante água.
 
Se não bastasse, mesmo a vítima apresentando esgotamento físico e mental, Ledur exigia, aos gritos, que Maurício retornasse para a água. Em seguida, por sentir fortes dores de cabeça, temendo por sua vida, a vítima não retornou às atividades aquáticas.
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