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Terça-feira, 23 de julho de 2024

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DUPLO HOMICÍDIO

Presidente do STJ nega recurso e Carlinhos Bezerra vai a júri por assassinar casal a tiros na capital

Foto: Reprodução

Presidente do STJ nega recurso e Carlinhos Bezerra vai a júri por assassinar casal a tiros na capital
A presidente do Superior Tribunal de Justiça (SJT), ministra Maria Thereza de Assis Moura, negou recurso ajuizado pela defesa de Carlinhos Bezerra, cujo objetivo era retardar sua submissão ao Tribunal do Júri pelo duplo homicídio que cometeu em 2023, quando assassinou a tiros sua ex-companheira, Thays Machado, e seu então namorado, Willian Moreno. Já pronunciado em sentença, agora a próxima fase do processo é agendar o julgamento popular.


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A presidente do STJ verificou irregularidade no Recurso em Sentido Estrito movido pela defesa, uma vez que houve a falta de procuração de um dos advogados de Carlinhos no processo. Tal recurso foi usado por Carlinhos para combater acórdão do Tribunal de Justiça que decidiu manter a sentença de pronúncia.

No caso, Carlinhos buscava afastar as qualificadoras do motivo torpe, utilização de recurso que dificultou a defesa das vítimas e perigo comum, com objetivo final apenas de protelar sua submissão ao júri popular.

Sobre o motivo torpe, Carlinhos justificou que matou ambos por ciúme e inconformismo, o que, segundo sua defesa, afastaria a qualificadora. Contudo, o entendimento do TJ foi outro, e a imputação foi mantida.

O mesmo valeu para o argumento visando afastar o uso de meio que possa resultar perigo comum. Na leitura dos desembargadores, que negaram a sustentação defensiva, foi verificado que Carlinhos alvejou o casal com disparos em via pública, em plena tarde do dia 18 de janeiro de 2023, motivo suficiente para a manutenção da qualificadora.

Embora tais razões tenham sido levadas ao STJ, Maria Thereza despachou sem examiná-los, uma vez que constatada irregularidade na procuração à defesa do réu. Com a negativa do recurso, então, o processo agora aguarda designação do Tribunal do Júri para que Carlinhos possa ser julgado.

O crime aconteceu em 18 de janeiro, data em que Thays Machado, de 44 anos, foi ao Edifício Solar Monet, no bairro Consil, em Cuiabá, para deixar o carro da mãe, que mora no local. Ela e seu companheiro, Willian César Moreno, de 30, estavam saindo do prédio quando foram surpreendidos pelo então ex de Thays, Carlinhos, filho do deputado federal Carlos Bezerra, que os assassinou a tiros em plena luz do dia.
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