Olhar Jurídico

Domingo, 26 de junho de 2022

Notícias | Criminal

Pedro Taques vê suspeição ou impedimento de Toffoli no julgamento do mensalão

O senador Pedro Taques (PDT-MT) afirmou nesta quarta-feira (1º) que o ministro do Supremo Tribunal Federal José Antônio Dias Toffoli deveria se declarar suspeito ou impedido de participar do julgamento do mensalão, que começa amanhã (2). O ministro é conhecido por sua ligação com o Partido dos Trabalhadores (PT), centro do escândalo que culminou com o processo que será julgado.

- Ele não reúne condições mínimas para julgar com isenção – afirmou o senador, sublinhando o fato de as últimas informações darem conta de que o ministro não pretende sair do julgamento.

Para o senador, além de a carreira jurídica de Toffoli ser ligada ao PT, outros fatores incontroversos geram a suspeição do ministro. Entre eles, citou o fato de o ministro ter uma relação próxima com o “núcleo político do mensalão” e de ser “homem de confiança” do ex-presidente Lula e do ex-ministro José Dirceu, um dos réus do escândalo.

- Teria ele condições psicológicas, e nós estamos a tratar de capacidade subjetiva ou imparcialidade, para enfrentar a verdade, que pode manchar a história do partido do qual ele fez parte a vida toda?

Além disso, o senador destacou o fato de o ministro ter sido sócio, até 2009, de escritório de advocacia que trabalhou na defesa de outros envolvidos no caso do mensalão. A outra sócia do escritório, Roberta Rangel, é apontada como namorada de Toffoli, o que, segundo o Taques, é motivo para impedimento legal.

- O fato de pessoa tão próxima ao magistrado ter trabalhado anteriormente no caso em favor dos réus contamina de maneira irreversível a sua decisão – disse.
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