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Estado é oficiado sobre transferência de Arcanjo e o aguarda para cumprir pena na PCE

Da Redação - Katiana Pereira

27 Jan 2014 - 09:43

Foto: TJ-MT

Estado é oficiado sobre transferência de Arcanjo e o aguarda para cumprir pena na PCE
A Secretaria de Justiça de Direitos Humanoa (Sejudh) de Mato Grosso informou ao Olhar Jurídico que foi oficiada na tarde de sexta-feira (24) sobre a transferência do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro para cumprir pena em uma unidade prisional do Estado.

Segundo a Secretaria, Arcanjo chega a Cuiabá no início do mês de fereveiro, porém não foi divulgada a data precisa em que o preso retorna ao Estado de Mato Grosso. A reportagem apurou que o reeducando ficará sobre a custódia do estado na Penitenciária Central do Estado (PCE), o antigo Paschoal Ramos. A PCE é a maior unidade prisional do Estado e enfrenta graves problemas com superlotação tendo mais de 2 mil detentos.

Arcanjo retorna para Cuiabá com possibilidade de cumprir pena em regime semi-aberto

Apontado como chefe do crime organizado no Estado, Arcanjo  chegou a ficar preso em Cuiabá após sua extradição do Uruguai, em abril de 2003. Ele foi mantido no Raio 5, tendo sendo inserido no sistema de Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), da então Penitenciária do Pascoal Ramos (hoje PCE). O Raio 5 continua sendo o destino de presos considerados de alta periculosidade e é pra lá que o ex-bicheiro deve ser encaminhado.

A determinação para o retorno de Arcanjo é da juíza federal Juliana Maria da Paixão, de Porto Velho - Rondônia, que negou o pedido para que fosse renovada a custódia na Penitenciária Federal de Segurança Máxima do município.

Regime semi-aberto

A defesa de Arcanjo, patrocinada por Zaid Arbid, informou ao Olhar Jurídico que o ex-bicheiro poderá ser beneficiado pela Lei de Execuções Penais em breve. De acordo com Zaid, como o crime aconteceu antes do advento da Lei de Crimes Hediondos, Arcanjo precisaria cumprir apenas um sexto da pena em regime fechado.

Preso desde 2006, o homem que é apontado como o ex-chefe do crime organizado em Mato Grosso, já teria condições de gozar do regime aberto ou semi-aberto, segundo a sua defesa.

De acordo com o Ministério Público do Estado (MPE) Arcanjo possui participação nos assassinatos de Mauro Sérgio Manhoso, Rivelino Jacques Brunini, Fauze Rachid Jaudy, Valdir Pereira, Leandro Gomes dos Santos, Celso Borges, Mauro Celso de Moraes.

Há ainda uma tentativa de homicídio contra Gisleno Fernandes. Todos os delitos foram registrados entre os anos 2000 e 2002, em Cuiabá e Várzea Grande.

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