Olhar Jurídico

Domingo, 20 de setembro de 2020

Notícias / Geral

Após denúncias de fraudes na Seduc, Moisés da Silva é exonerado da Assembléia Legislativa

Da Redação - Paulo Victor Fanaia Teixeira

12 Mai 2016 - 11:47

Foto: Olhar Direto

Após denúncias de fraudes na Seduc, Moisés da Silva é exonerado da Assembléia Legislativa
A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) exonerou o assessor parlamentar Moisés Dias da Silva, acusado de ter composto o esquema de fraudes da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). A decisão, proferida na última quarta-feira (11), já foi publicada no Diário Oficial. Moisés da Silva foi apontado pela “Operação Rêmora” como suposto organizador do esquema de cobrança de propinas para liberação de pagamentos à empreiteras que executavam obras de unidades escolares do Estado. O acusado está preso preventivamente desde o dia 03 deste mês.

Leia mais:
Ex-servidor da Seduc preso pela "Operação Rêmora" entra com pedido de liberdade no TJ

Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), cujo braço policial, o Grupo de Atuação Especial em Combate ao Crime Organizado (Gaeco) coordena as investigações, a organização criminosa era composta pelo núcleo de agentes públicos, o núcleo de operação e o núcleo de empresários. Moisés da Silva participava do primeiro, junto aos servidores Wander Luiz dos Reis e Fábio Frigeri. Eles estariam encarregados de viabilizar as fraudes nas licitações da Seduc mediante recebimento de propina.

Integrava o núcleo de operação Giovanni Bellato Guizzardi, Luiz Fernando da Costa Rondon e Leonardo Guimarães Rodrigues. São eles os mandatários dos servidores públicos e os encarregados de fazer os contatos diretos com os empresários que faziam parte do terceiro núcleo.

Entre os empresários do ramo da construção civil envolvidos no esquema destaca-se o ex-deputado estadual e governador de Mato Grosso, Moisés Feltrin que foi detido durante a Operação Rêmora. Feltrin é empresário do setor de construção e por determinação judicial seria conduzido coercitivamente para prestar esclarecimentos, mas como em sua casa foram encontradas armas de fogo, o mesmo foi detido em flagrante.

Além disso, Moisés da Silva é o segundo preso da “Operação Rêmora” a entrar com pedido de liberdade no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Antes, o ex-servidor Fábio Frigeri havia entrado com pedido liminar de liberdade no último dia 05, durante plantão. Pedido que foi negado pelo desembargador Pedro Sakamoto e ratificado por Dower Filho, que julga agora o pedido de Moisés.

No total, o núcleo de empresários possui 23 empresários e pelo o menos 20 obras foram fraudadas durante a ação do cartel. O esquema de propina envolvia pagamentos de percentuais em obras que variavam entre R$ 400 mil e R$ 3 milhões.

3 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Jurídico. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Jurídico poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • Antonio Carlos
    13 Mai 2016 às 05:01

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Belmiro
    12 Mai 2016 às 15:59

    Sempre é assim, depois que a porta foi arrombada com prejuízo grande. A sociedade não aguenta mais.

  • Ademir
    12 Mai 2016 às 13:08

    Imagina este cidadão Presidente de um órgão como a SANECAP, imagina, e foi, imagine se junto com diretores fez a mesma coisa do que foi preso agora, é só investigar, fácil!!! Cadê o M.P.???

Sitevip Internet