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Domingo, 26 de janeiro de 2020

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Juiz desbloqueia R$ 860 mil de Nadaf e mais dois após encontrar apenas R$ 2 mil em contas

Da Redação - Arthur Santos da Silva

18 Jul 2016 - 13:14

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Juiz desbloqueia R$ 860 mil de Nadaf e mais dois após encontrar apenas R$ 2 mil em contas
A Justiça em Mato Grosso não conseguiu efetivar o bloqueio de R$ 860 mil nas contas do ex-secretário de Estado Pedro Jamil Nadaf. A informação foi divulgada pelo magistrado Luís Aparecido Bertolucci Júnior, no dia 13 de julho, nos autos de uma ação por improbidade administrativa. Apenas R$ 1,6 mil foi encontrado com o ex-membro do governo estadual.

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Conforme os autos, a improbidade é decorrente da aquisição de três mil exemplares de livros referentes ao Balanço Energético de Mato Grosso, encomendado para atender a demanda da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia (SICME), em um pregão ao custo de R$ 786 mil.

A liminar que determinou o bloqueio também atingiu o ex-secretário adjunto Márcio Luiz de Mesquita e o empresário Evandro Gustavo Pontes da Silva, dono da gráfica Intergraf – E.G.P da Silva ME. Nas contas de Mesquita foram encontrados R$ 282. Nos endereços bancários de Pontes e sua empresa nada foi encontrado.

Com o cumprimento da liminar frustrado, foi determinado o desbloquio das contas.

Na Ação, em seu mérito, foi sugerida pelo Ministério Público a condenação ao pagamento do dano moral social/coletivo no valor de R$ 1.000.000,00, suspensão dos direitos políticos pelo período de dez anos, pagamento de multa civil e a restituição dos valores. Somados, os valores poderão chegar a R$ 10 milhões.

Traçando o histórico no caso, o MPE afirma que em 7 de dezembro de 2012 o então Secretário da SICME, Pedro Jamil Nadaf, firmou um contrato com a empresa Intergraf, representada por Evandro Gustavo Postes da Silva, para o fornecimento de 3.000 exemplares de livros referentes ao Balanço Energético do Estado de Mato Grosso.

O Balanço Energético do Estado de Mato Grosso 2010 – Ano base 2009, foi elaborado pela Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT. A Fundação Uniselva figurou no contrato como interveniente, responsável pelo gerenciamento dos recursos cujos trabalhos de pesquisa foram executados pelo NIEPE - Núcleo Interdisciplinar de Estudos em Planejamento Energético.

O balanço de 2010 foi publicado em 2012, de forma desatualizada. “A SICME sob o comando do secretário PEDRO NADAF produziu um livro com encadernação sofisticada sem que houvesse necessidade da impressão desse material”, afirma o promotor.

O MPE afirma, ainda, que houve superfaturamento na confecção dos livros. “Tal contratação foi feita com preço superestimado em 170,44% tendo em vista que foi possível colher orçamento semelhante em empresa concorrente no valor de R$ 291.000,00 (duzentos e noventa e um mil reais), conforme apontado pelo CAOP – Centro de Apoio Operacional do Ministério Público Estadual”, esclarece Mauro Zaque.

Com as afirmativas, o órgão ministerial ofereceu denúncia, salientando que os réus feriram os deveres de honestidade e lealdade a administração. “Ressaltamos que a conduta dos demandados foi orientada a dilapidar o patrimônio público em benefício próprio e de terceiros, uma vez que fizeram uso de seus cargos públicos para auferirem ganho ilícito e, por que não dizer criminoso que importou em grave prejuízo à imagem do Poder Público Estadual, bem como aos cofres do erário”.

7 comentários

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  • Clarice
    19 Jul 2016 às 09:54

    E os Filinto Correa da Costa, e o Chico Lima, que são cuiabanos de raiz, não são vergonha para os cuiabanos porque? As terras negociadas são do Filinto e os filhos receberam a grana.

  • Humberto
    19 Jul 2016 às 00:14

    Nadaf - sinônimo de negociatas Vergonha para Cuiabá. Fora!

  • Observador
    18 Jul 2016 às 22:48

    Esse Nadaf é a vergonha do povo cuiabano!

  • João meqyetrefe
    18 Jul 2016 às 18:54

    Tem que ficar atento, bacenjud nso passa nas cooperativas, tem que fazer manualmente. Esse povo que quer acobertar grana tem conta em cooperativas de crédito.

  • Damião
    18 Jul 2016 às 16:28

    E os laranjas, Primeira providência dos corruptos e desviar os recursos.

  • Fernando da Silva
    18 Jul 2016 às 16:10

    Como não mexo com rolo tenho meus trocados em conta.

  • jose a silva
    18 Jul 2016 às 13:41

    Essa justiça tá de brincadeira com a cara do povo! Será que acha que o cara teria tamanha burrice de deixar tanta grana na conta, após os crimes de que é acusado, para a justiça bloquear? Tem que procurar os bens adquiridos ou que possua!

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