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RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Posto de Combustíveis entra em recuperação judicial por dívida de R$ 2,6 milhões e alega crise financeira no país

30 Mai 2016 - 09:46

Da Redação - Paulo Victor Fanaia Teixeira

Foto: Ilustração

Posto de Combustíveis entra em recuperação judicial por dívida de R$ 2,6 milhões e alega crise financeira no país
A Terceira Vara Cível da Comarca de Cáceres deferiu o pedido de recuperação judicial do Autoposto Tuiuiú, da mesma cidade (a 240 km de Cuiabá). A empresa alega problemas administrativos no fluxo de caixa e atribui à crise econômica mundial o comprometimento em honrar compromissos assumidos com bancos e terceiros. O Autoposto possui ativos que superam R$ 2,6 milhões. Uma assembléia com os credores já foi marcada.


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A Tuiuiú que desenvolve suas atividades no município de Cáceres ao longo de anos, considerou, para formulação do pedido de recuperação, que fatores como aumentos de custos operacionais, impostos, transporte, diminuição de vendas no varejo e perda de licitações, comprometeu seu fluxo de caixa, levando-os a uma crise econômica que se agravou com a atual situação econômica do país.

Alegou a justiça que, “o instituto da recuperação judicial de empresa tem por objetivo a continuidade das atividades da empresa com ‘a superação da situação de crise econômico-financeira do devedor, a fim de permitir a manutenção da fonte produtora, do emprego dos trabalhadores e dos interesses dos credores, promovendo, assim, a preservação da empresa, sua função social e o estímulo à atividade econômica’, consta da decisão, se for visualizada condições para superação da crise. O que foi verificado no caso.

À justiça, a empresa “deverá demonstrar a capacidade técnica e econômica de se reorganizar visando ao efetivo cumprimento da faculdade que lhe é legalmente outorgada”, consta da decisão. Desse modo, a recuperanda deverá apresentar “no prazo improrrogável de 60 dias, o plano de recuperação, sob pena de convolação em falência”.

Para o cargo de administrador judicial, foi nomeado o advogado Naor de Melo Franco, que deverá receber 3% dos créditos da empresa, avaliados em R$ 2.640.083,89.

Dentro de 15 dias os credores deverão se encontrar e apresentar as habilitações de crédito, além de eventuais objeções ao acordo de recuperação, datado de 25 de maio.
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