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Domingo, 17 de outubro de 2021

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construção limpa

Tijolo ecológico é opção econômica para a construção civil no Estado

Ele constrói a casa do rico e do pobre. É matéria-prima básica na maioria das construções do país. É conhecido apenas por tijolo, mas há alguns anos mais uma palavra foi acrescentada ao seu nome: ecológico. Em tempos de aquecimento global, o tijolo ecológico ou tijolo modular destaca-se por não poluir. Mas as vantagens não são apenas para o meio ambiente, são também para o conforto, para a estética e o mais interessante, para o bolso.

Fabricado desde o início do ano em uma empresa de engenharia sustentável em Rondonópolis, a Constrex, o tijolo é ecológico porque diferentemente do tijolo convencional não precisa ser cozido em fornos, eliminando assim a utilização de lenha e a derrubada de cinco árvores para a fabricação de mil tijolos. Sem lenha também não há fumaça e, por conseqüência, não há emissão de gases de efeito estufa. Além disso, sua composição é formada por argila, areia, água e uma pequena quantidade de cimento.

Segundo o empresário e engenheiro civil Marcos Reis, que desenvolve a idéia em Rondonópolis, a inovação traz para a obra, no mínimo, 25% de economia com relação ao sistema construtivo convencional. Um dos motivos é que não há desperdício, como neste último. “Hoje em uma obra convencional cerca de 1/3 do material vai para o lixo”, afirma ele.

O processo inicia com a junção dos elementos no misturador. É nessa máquina que um conteúdo homogêneo de 60% de areia, 40% de argila e 10% a 15% de cimento com relação ao peso do solo são adicionados. Depois de pronta a mistura segue para a prensa hidráulica. São 14 toneladas de pressão que transformam a massa em tijolos ecológicos. Na seqüência, as peças ficam três dias empilhadas em cima de paletes para a secagem. O processo de fabricação só termina depois de mais 20 dias de secagem ao ar livre, quando o tijolo adquire a resistência adequada.

Pronto, o tijolo mede 12,5 cm de largura, 25 cm de comprimento e 8 cm de altura. Em sua estrutura leva duas aberturas circulares no meio. Elas servem para a passagem de toda a tubulação hidráulica e elétrica da construção, o que evita a quebradeira tão comum em construções convencionais para o encaixe desses mecanismos indispensáveis.

Além de produzir a matéria-prima, a empresa é também construtora de moradias. A fundação pré-moldada da obra, que são as vigas de concreto armado, e as lajes de concreto também são construídas na fábrica de Rondonópolis. Um modelo da casa pode ser conferido de perto - tem dois quartos, sala, cozinha, banheiro e uma agradável varanda. 
 
O tijolo ecológico não precisa de rejunte, uma economia a mais, sem contar a redução do tempo de construção. Esteticamente viável, apenas um verniz fosco ou brilhante é suficiente para dar mais charme à casa. Além disso, as peças têm geometria definida, o oposto dos tijolos convencionais que são uns diferentes dos outros, o que implica na necessidade de ajustes na hora da obra. “A pessoa pode construir sua casa de acordo com suas necessidades, sendo ela segura, bonita e barata”, explica o empresário.

Outra vantagem tem relação com o calor e com os ruídos. O sistema de tijolos ecológicos é chamado de termo-acústico, pois aquece menos do que o tradicional e com suas aberturas consegue barrar a passagem do som.

Economicamente viável, ecologicamente correto, visualmente agradável, a alternativa ainda gera novos empregos num setor que, mesmo diante da crise mundial, não foi abalado. O empresário confirma e exemplifica a importância de produções que somam positivamente na economia. “A construção civil é um dos setores que mais empregam e por isso nós, engenheiros, precisamos trabalhar sempre qualidade, eficiência, o não desperdício, que hoje se tornou grande problema nas construções que não têm onde colocar a sujeira produzida”, opina Marcos Reis.
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