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Domingo, 20 de outubro de 2019

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Sem fiscais e espaço para animais, Ibama em colapso em Mato Grosso

Folha do Estado

08 Mai 2011 - 16:00

A Superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Mato Grosso enfrenta uma série de fragilidades para combater os crimes contra a flora e a fauna. Existem hoje apenas 28 fiscais que atuam em todo o Mato Grosso para cuidar e fiscalizar os três ecossistemas – Cerrado, Pantanal e Amazônia – compreendidos no Estado.

O aparato logístico é aluga do e para Mato Grosso o percentual de fiscais deveria ser, no mínimo, de 100 homens. Na prática, o Estado possui menos de 30% dos recursos humanos necessários para o desenvolvimento de ações nas dez unidades descentralizadas implantadas em regiões consideradas vitais, como Sinop, Barra do Garças, Juína, dentre outras. A situação denota o sucateamento da estrutura criada para defender a natureza.

Na prática, para a fiscalização são 906 mil km², ou seja, uma extensão territorial gigantesca onde a pecuária e a agricultura crescem vertiginosamente. Para se ter uma ideia, a área plantada de soja é a maior do país, com 6,2 milhões de hectares (cada 100 hectares equivale a 1 km²).

Também não há um Centro de Triagem de Animais Silvestres adequado para a abrigar e tratar daqueles que são apreendidos ou resgatados. Eles são levados para uma unidade provisória nos fundos da sede da unidade, em Cuiabá. Desde 2010 existe um projeto para a implantação, mas ele ainda não saiu do papel.

O número de servidores no Ibama em MT, em âmbito geral, compreende 140 pessoas, que estão lotadas entre as dez gerências e filiais que atendem a demanda do terceiro maior Estado do país.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Federais na Área do Meio Ambiente em Mato Grosso (Sintfama- MT), Basílio Barbosa de Oliveira Junior, declarou que para atender a demanda ambiental de Mato Grosso seriam necessários mais de cem fiscais. “Hoje cerca de 28 pessoas trabalham com a fiscalização ambiental em Mato Grosso. O trabalho é mais intenso, principalmente na região que compreende a Amazônia Legal. Para atender com mais eficácia todo o Estado precisaríamos de muito mais.

Curupira

O último problema que tivemos com perda profissional aconteceu no ano passado, quando 28 fiscais foram exonerados devido à participação nos esquemas que resultaram na Operação Curupira. Isso prejudicou ainda mais o nosso trabalho”, explicou Basílio, que também é analista ambiental do Ibama há cinco anos.

O sindicalista, que está na presidência do Sintifama-MT há dois anos, relatou ainda as dificuldades no que se refere a instalação do Centro de Triagem de Animais Silvestres. Sem este local, o trabalho de readaptação dos animais fica cada vez mais complicado, principalmente porque o Zoológico da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) não está recebendo animais, pois o local foi embargado.

“A construção do Centro de Triagem deveria ter acontecido no ano passado, porém no local nada existe, e ainda não foi comunicado quando este será construído”, disse. Outra declaração de Basílio foi referente às multas. O sindicalista declarou que para os criminosos ambientais, a aplicação da multa não serve de referência, já que esta demora muito para ser aplicada.

“Devido aos processos judiciais, as multas demoram muito para serem cobradas. Porém, as apreensões de materiais e embargos são as principais punições com as quais o Ibama trabalha”, finalizou.

7 comentários

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  • José hiroshishi nakano butano
    09 Mai 2011 às 09:56

    BRINCADEIRA NÉ INSTITUIÇÃO FALÍDA, DIVIDIDA E SEM OBJETIVOS SOCIAIS CLAROS E MUITO MENOS AMBIENTAIS. UM MARASMO TOTAL. PROFISSIONAIS SHIITAS ORIENTAIS ABSOLUTISTAS BASCOS.

  • mariana
    08 Mai 2011 às 21:03

    Sem Instituições que definam limites as pessoas destroem tudo que encontram em nome de sua riqueza pessoal....o estado tem a obrigação de definir os limites ..o Ibama tem obrigações para defesa dos direitos coletivos,,,,

  • Placimario Vieira de Oliveira
    08 Mai 2011 às 19:20

    Será quem tá falando a verdade?

  • claudio
    08 Mai 2011 às 19:00

    Esse tal de Antônio deve ser fazendeiro. Para falar uma besteira dessa. Todo país queria ter a nossa natureza e esse besta acha que deve simplesmente destruir e tudo bem. Esse precisa de estudar mais. O futuro do ser humano tambem depende da natureza

  • Servidor Público
    08 Mai 2011 às 18:15

    Senhor pantaneiro...é bom atualizá-lo: 1- Não existem cargos políticos no Ibama de MT...isto mesmo100% dos cargos de chefia são ocupados por servidores concursados.2) esta matériaé mentirosa, pois existem 80 servidores fiscais no quadro do Ibama MT.3) o Ibama MT está se profissionalizando...só este ano, dois analistas ambientais do Ibama MT foram treinados na agência espacial japonesa.3) o Ibama é um órgão federal. Sua força reside exatamente na capacidade de mobilização nacional. 4) Pergunte ao secretário de estado de meio ambiente se é possível prescindir da força do Ibama neste estado...4) as 28 demisões ocorridas em dezembro fazem parte do processo de depuração da casa, que sabe cortar na própria carne, até porque não tem rabo preso com políticos, pois é composto 100% por servidores CONCURSADOS...e....sindicalista é sindicalista...vive disto mesmo...

  • ANTONIO PEREIRA NASCIMENTO
    08 Mai 2011 às 17:56

    Quem necessita de ficalização é a SAÚDE do povo pobre do Brasil que estão morrendo nos corredores dos hospitais e voces ficam gastando dinheiro com animais. A propria natureza cuida disso.

  • pantaneiro
    08 Mai 2011 às 16:28

    Ibama? Prá quê Ibama! Verdadeiro antro de desocupados (sejamos justos, somente daqueles indicados politicamente). Há muitos anos digo ser fácil resolver o problema do meio ambiente no Brasil: descentralizem , deem suas atribuições as prefeituras (secretarias de meio ambiente, em conjunto com a secretaria de educação), sob supervisão e/ou controle direto do ministério público (o verdadeiro, aquele mp civico, embuido do espirito de brasilidade, honestidade, só isso) e o meio ambiente agradeceria, e muito!!! É fácil, né!

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