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Sexta-feira, 07 de maio de 2021

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Regularidade salarial permite aposentados do CuiabáPrev planejar futuro

A regularidade e pontualidade no pagamento do salário mudaram a vida dos 1.686 aposentados e pensionistas de Cuiabá. Com a confiança do dinheiro liberado até o último dia útil do mês, hoje eles têm qualidade de vida, acreditam no Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cuiabá (CuiabáPrev), localizado no bairro Lixeira, ‘e ainda conseguem planejar o futuro’, diz o prefeito da Capital.

Conforme Wilson Santos, ‘isso nem poderia ser diferente’, porque aí estaria sendo caracterizado um quadro de injustiça. Ele ressalta que os aposentados já cumpriram suas missões profissionais, e o mínimo que podem ter, de contrapartida pela jornada empreendida, é receber seus vencimentos em dia.

É assim com Benedita Barbalho, 58 anos. Aposentada desde 2002, há alguns meses ela conseguiu comprar uma chácara no Pedra 90, onde passa os dias vendo televisão e ouvindo músicas sob uma mangueira, enquanto come frutas do quintal e observa os netos crescerem. “Só de pequi, tenho 74 pés nessa chácara”, informa.

Com o salário em dia, Benedita obteve, com facilidade, R$ 22 mil de financiamento para comprar a chácara, dando R$ 8 mil de entrada no imóvel. “Posso dormir então descansada. Se o prefeito diz que vai pagar no dia 30, um dia antes o salário já está na conta. Hoje não pago mais juros, consigo crédito facilmente e honro todos os meus compromissos”.

Benedita administra seu tempo entre essa chácara, a família e os bailes da terceira idade. São três filhos e oito netos. Quer também um namorado e se programar para viajar pelo Nordeste. Mas a tranqüilidade vivida hoje nem lembra a estressante rotina dos tempos em que era escriturária ou oficial de gabinete da Câmara Municipal. “Tinha hora apenas para chegar”.

Antes, recorda a aposentada, enfrentou dificuldades para se formar em Magistério e conseguir emprego. Na época, o presidente da Câmara era Joaquim Lobo Duarte, que se comoveu com a jovem que chegou ao consultório de dentista vestindo chita e chinelos “bambolê”. “Eu pedi para fazer o tratamento dentário e pagar quando eu arrumasse emprego. Então, ele resolveu me ajudar”.

Hoje, quando chega à sua chácara, dona Benedita sente-se realizada pelo sonho concretizado. “Abro o portão e vejo aquela grama. Ando um pouco e observo a casa, o quintal, as árvores. Reúno os amigos e a família na mesa de cinco metros que fica embaixo da mangueira. É isso que chamam de felicidade”.
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