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Sexta-feira, 19 de julho de 2019

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Juiz deixa toga e salário de R$ 24 mil para sair em busca da profissão ideal

De Barra do Garças - Ronaldo Couto

17 Mai 2012 - 10:40

Foto: Reprodução

Raul diz que ainda não encontrou a profissão ideal e abandona a magistratura

Raul diz que ainda não encontrou a profissão ideal e abandona a magistratura

Um fato inusitado aconteceu em Aragarças-GO, divisa com Barra do Garças: um juiz de 30 anos de idade que está há um ano no judiciário pediu exoneração e informou que está à procura da profissão ideal. Raul Batista Leite, que assumiu em outubro a comarca aragarcense, surpreendeu a todos ao anunciar no início do mês a sua decisão de abandonar a magistratura.

Com salário de R$ 24 mil, Raul dá adeus a uma profissão cobiçada por muitas pessoas e comentou com alguns amigos que não se identificou com a função de juiz.

Por telefone, ex-juiz que se formou em Goiânia-GO, disse ao Olhar Direto que vai continuar participando de concursos públicos à procura de outra carreira. E participar de concursos públicos realmente é o forte de Raul. Antes de ser juiz, ele passou no concurso público para promotor e policial federal.

“Eu vou continuar participando de concursos”, salientou. Raul, citando que gostaria de ser professor universitário. Perguntado sobre a questão financeira, porque um professor no nível máximo (com doutorado) ganha R$ 10 mil, bem abaixo do que ele ganhava, o ex-juiz disse que dinheiro não é tudo e que a pessoa precisa se sentir bem na função.

O salário de um magistrado em Goiás gira em torno de R$ 18 mil, mais adicional pelo Eleitoral, totalizando R$ 25 mil por mês. Com o pedido de exoneração de Raul, a comarca aragarcense está sendo dirigida provisoriamente por Flávia Morais Nogato de Araújo Almeida, titular de Piranhas.

Aguarda-se a nomeação de outro magistrado para Aragarças por parte do Tribunal de Justiça de Goiás.


Atualizada às 10h50

231 comentários

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  • Boby
    13 Mar 2019 às 09:07

    Foi atrás do sonho e conseguiu realizá-lo, hoje ele está no MP Federal. Parabéns!

  • Gabriella
    23 Mai 2016 às 19:49

    TRE/MG teve uma servidora que passou no concurso da magistratura estadual e no decorrer do exercício da profissão não gostou e com isso, largou a magistratura e voltou para o TRE.

  • GSD
    21 Fev 2016 às 02:43

    esse tem culhoes

  • rcr.day.dij@ hotmail.com
    14 Fev 2016 às 17:31

    Raríssimo essa historia.

  • Silvio Brito
    31 Out 2015 às 23:07

    Parabéns pela sua atitude, não importa o que fazemos proficientemente mais sim estarmo-nos feliz no que fazemos e em paz com Deus.

  • Nilton Cavalcanti
    02 Out 2015 às 05:36

    Parabéns, atitudes como essa deveria ser seguido por muitos, principalmente na área de juiz. ...

  • Marcia
    01 Out 2015 às 23:16

    Tantas deduções, mas nenhuma certeza. Só penso que ele deveria ter passado em outro concurso primeiro e depois ter pedido exoneração. É verdade que muitos veneram a profissão, mas é uma profissão árdua, que requer muita sabedoria, senso de justiça, ser uma pessoa tranquila e paciente, além de pacificadora. Embora a maioria que ocupa o cargo não tenha tais virtudes, nem a consciência de que a responsabilidade em julgar questões que envolvem vidas humanas é infinitamente maior do que apenas aplicar ou não um princípio ou uma lei. Quando se trata de vidas envolve também almas, sentimentos, emoções, e consequências para as vidas de quem está julgando e quem está sendo julgado. Pois se cada palavra emanada será prestada conta no dia do Juízo de Deus quem dirá um julgamento. Penso que todos os juízes deveriam julgar o próximo com a consciência de que um dia será julgado por Deus, então daria conta de julgar com a máxima responsabilidade, sabedoria e senso do que é justo, bom e agradável a Deus.

  • Thiago Santos
    01 Out 2015 às 20:10

    João Ricardo, você o conhece? Ele tem algum perfil em rede social? Uma pessoa como essa serve de inspiração. Estou estudando em busca de meus anseios e, imagino que, um contato e conversa com uma pessoa dessas iluminaria muito.

  • João Ricardo
    01 Out 2015 às 12:12

    Conheço o rapaz. Simplesmente quer retornar ao MP. Tem vocação. É sério, determinado e honesto. Não é rico e banca as próprias escolhas. A opção pela magistratura foi errônea, foi geográfica - Goiás. Segue em frente lutando pelo Ministério Público.

  • Maiza
    01 Out 2015 às 09:52

    Parabéns , Dr. Pela grandeza de caráter, por tomar tal decisão.. Que sirva de exemplo para muitos que estão infelizes e inspirem-os a buscar novos caminhos. Seja muito feliz em sua nova trajetória.

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