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Domingo, 17 de novembro de 2019

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Mistura de energético com álcool pode causar arritmia cardíaca

G1

18 Mai 2012 - 16:46

O consumo de energéticos não para de crescer no Brasil. Eles prometem aumentar o ânimo e a disposição, mas podem provocar sérios problemas, se forem misturados com bebida alcoólica ou ingeridos em doses elevadas. Os fabricantes de energéticos dizem que a bebida está presente em mais de 160 países, porque as autoridades consideram o consumo seguro. E acrescentam que o próprio rótulo alerta que a mistura com álcool não é recomendada.

O cardiologista Leandro Echenique, do Hospital Albert Einstein e da Unifesp, lembra que a combinação de energéticos com bebidas alcoólicas potencializa o risco de arritmia cardíaca: “Essa mistura pode ser perigosa. O rótulo informa que algumas populações são de risco, como crianças, idosos, gestantes e portadores de algumas enfermidades. Para o coração, há risco, pelo fato de ambas as substâncias poderem causar arritmia. O coração acelera ou bate de forma irregular”.

Uma pesquisa americana diz que 52 latas de energético por ano já é uma quantidade perigosa e pode levar a dependência. O cardiologista Leandro destaca que a cafeína tira a sonolência do álcool e não melhora o reflexo: “A pessoa acha que está bem, ingere maior quantidade de álcool e acaba dirigindo. Em boa parte das vezes, é possível reverter a situação, mas alguns danos podem ser permanentes, como arritmias”. O médico alerta ainda que palpitação forte, tontura, mal-estar, sudorese, e principalmente dor no peito e desmaio são sinais de alerta importantes após a ingestão da mistura.

A psiquiatra Fátima Vasconcellos, chefe da psiquiatria da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, ressalta que as pessoas podem acreditar que só o energético vai dar a elas condições e energia para se divertir. “A mistura dessas substâncias gera uma falsa sensação de alegria e pode estimular o alcoolismo, levando ao comportamento de risco”. A psiquiatra diz ainda que almoçar com os filhos pelo menos uma vez por semana diminui o risco do consumo de drogas e lembra que a mulher tem um terço da capacidade de absorver o álcool. Por isso, as reações de intoxicação e são mais rápidas nelas. Veja em vídeo a entrevista completa.
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