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Sexta-feira, 18 de junho de 2021

Notícias | Meio Ambiente

Operação pluma

Dois acusados de participarem de grilagem de terra estão foragidos

Duas pessoas ainda estão são procuradas pela Polícia Federal por fazerem parte do esquema de grilagem desbaratado na sexta-feira (3) com a Operação Pluma. Cinco dias depois, 16 pessoas permanecem presas, inclusive os seis policiais envolvidos no esquema. Eles estão sob a custódia da Polícia Militar conforme o procedimento padrão.

Um dos presos se apresentou espontaneamente na manhã de hoje na Superintendência da PF e já prestou depoimento. A assessoria da polícia informou que até o momento a instituição não foi informada da aceitação de nenhum pedido de habeas corpus.

Sobre quem seriam os foragidos, a assessoria explicou que por força de uma Instrução Normativa não é possível divulgar quaisquer nomes e/ou imagens de pessoas acusadas ou presas.

A Operação Pluma desbaratou um esquema de venda de terra ilegal no Vale do Araguaia. Gilberto Luiz Rezende foi apontado como o líder da quadrilha responsável também por crimes de pistolagem. De acordo com o inquérito da Polícia Federal, Gilbertão estimulava a invasão de terras da União, inclusive em reservas indígenas e privadas, por posseiros para depois expulsar os ocupantes, comprando a posse ou fazendo uso de violência física e moral.

Em seguida ele providenciava a emissão de títulos de domínio falsos para a comercialização dos lotes a médios e grandes fazendeiros e grupos empresariais. É justamente na expulsão desses posseiros, muitas vezes enganados pelo próprio líder da quadrilha, que os policiais militares atuam. A PF identificou a participação de seis PM’s no esquema. Muitas das vezes, coronéis utilizavam da estrutura da instituição para agir contra o patrimônio.

Além disso, os policiais, pagos para dar segurança à sociedade, instauravam um clima de medo e insegurança nas cidades do Vale do Araguaia, destacando-se Vila Rica, Santa Cruz do Xingu, Confresa, Porto Alegre do Norte, Ribeirão Cascalheira, Alto Boa Vista e São Félix do Araguaia. Vale notar que também contribuíram para o fomento das atividades criminosas empresários, policiais militares, pistoleiros do Estado de Goiás e financiadores do Distrito Federal.

Os policiais também incentivavam a invasão com a finalidade de vender segurança aos proprietários das terras. Elas ainda são efetivadas para forçar o proprietário a vendê-las a preço pífio, sendo que, após desocuparem a área, revendem-nas a preço de mercado.

A PF utilizou da interceptação telefônica e de quebra de sigilos bancário e fiscal para comprovar as práticas criminosas executadas pelos acusados.

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