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Quarta-feira, 28 de outubro de 2020

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Wellington Fagundes tenta agregar forças pró Dilma; Eraí e Fávaro são sondados para coordenação

Da Redação - Ronaldo Pacheco

08 Out 2014 - 16:43

Foto: Olhar Direto

Wellington Fagundes tenta agregar forças pró Dilma; Eraí e Fávaro são sondados para coordenação
Forças antagônicas no primeiro turno da disputa pelo governo de Mato Grosso e Senado da República, todos os partidos pró reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT) estarão reunidos, no segundo turno. A projeção partiu do coordenador geral da campanha de Dilma em Mato Grosso, senador eleito Wellington Fagundes (PR), ao assegurar que até mesmo o PP e o PRB, além do PSD, vão estar engajados no processo.
 
Wellington Fagundes estaria prestes a convencer até mesmo o rei da soja Eraí Maggi (PP) e o vice-governador eleito Carlos Fávaro (PP) a fazer parte da coordenação regional pró Dilma. Ele se reuniu com a presidenta e passou a   desempenhar o papel de agregador e, em alguns casos, até mesmo de ‘bombeiro’ em Mato Grosso. Ele teve seu nome  confirmado pela própria Dilma.
 
Fagundes participou de reunião em Brasília com a presidente e outros líderes que serão responsáveis por coordenar a campanha de Dilma nos estados, entre senadores e governadores.
 
Em Mato Grosso, além de PT, PMDB, PR, PCdoB e Pros, que estiveram juntos na disputa, o PSD aderiu ao grupo e ajudará a petista a conseguir um feito inédito: vencer o pleito em Mato Grosso.
 
Wellington Fagundes  acredita que agora conseguirá reunir o agronegócio em torno da candidatura de Dilma, o que deve ajudar no crescimento da presidente no Estado.  Carlos Fávaro e Eraí Maggi são os principais ‘alvos’ de momento  nas articulações de Fagundes, tentando trazer o PP para o grupo da situação. Fagundes lembra ainda que é a primeira vez que o Ministério da Agricultura é comandado por alguém de Mato Grosso, no caso o ministro Neri Geller (PMDB), e o setor deve levar isso em consideração.
 
Após ser envolvido em declarações pouco inteligentes, no primeiro turno,  Nery Geller  deve se licenciar do cargo para trabalhar pela reeleição de Dilma.

Além disso, Fagundes trabalha com a  expectativa de que o senador Blairo Maggi (PR) esteja mais presente na campanha,  neste segundo turno. Wellington propôs à presidenta Dilma que fossem feitos materiais de campanha regionalizados, com as obras e ações do governo federal em Mato Grosso, para mostrar os avanços conquistados em diversas áreas.
 
Wellington Fagundes entende que Maggi esteve afastado da disputa eleitoral no primeiro turno, mas investiu recursos para montagem de um comitê pró Dilma, no estado.  Como um dos adjuntos, Fagundes terá o ex-vereador Lúdio Cabral (PT), derrotado para o governo no primeiro turno. Ludio deve manter parte da estrutura montada para a disputa eleitoral buscar apoio à Dilma.
 
A estratégia principal será os comparativos com os oito anos do governo do PSDB. A tarefa é difícil, uma vez que nunca o PT ganhou em Mato Grosso. Neste primeiro turno, apesar de as pesquisas apontarem Dilma à frente, o tucano Aécio Neves (PSDB) venceu com 693.251 votos, o que equivale a 44,47% do eleitorado. Já Dilma obteve 616.265 votos, 39,53%.
 
 

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