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Terça-feira, 27 de outubro de 2020

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Pendenga judicial sobre 1ª suplência de Taques ‘esquenta’ os bastidores

Com a negativa do TRE em mandar o caso para a Justiça comum, como pretendia José Antônio Medeiros, o processo voltou a tramitar naquela Corte Eleitoral.

De Sinop - Alexandre Alves

09 Out 2014 - 08:56

Foto: Reprodução

Fiúza, à esquerda, e Medeiros disputam a 1ª suplência de Taques na Justiça Eleitoral

Fiúza, à esquerda, e Medeiros disputam a 1ª suplência de Taques na Justiça Eleitoral

A disputa judicial envolvendo a 1ª suplência do senador – e agora governador eleito – Pedro Taques (PDT) está “esquentando” os ânimos em Rondonópolis e Sinop, cidade onde residem as duas partes interessadas. De um lado, o rondonopolitano José Antônio dos Santos Medeiros (PPS), diplomado como 1º suplente e, do outro, o sinopense Paulo Pereira Fiúza (PV).
 
Com a iminente renúncia de Taques no Senado Federal para ser empossado governador e assumir o comando do Poder Executivo de Mato Grosso, a pendenga envolvendo os suplentes se aflora. A assessoria de Medeiros, por exemplo, encaminhou, nesta quarta-feira (8), nota à imprensa acusando Fiúza de divulgar “fatos inescrupulosos” sobre o assunto.
 
Conforme o texto, “o judiciário e a imprensa estão sendo bombardeados com noticias e petições, com nítido intuito de induzi-los ao erro, ora com versões de “erro material” ora com versões de fraude na Ata”. Aduz a assessoria que o caso está resolvido a favor de Medeiros.

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Contudo, não é o que diz o empresário Paulo Fiúza. Ao Olhar Direto, ele afirmou que a Ação Declaratória de Nulidade da Ata está tramitando no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que ainda não julgou seu pedido. Fiúza lembrou, ainda que no último dia 3 de outubro, o TRE negou pedido de Medeiros, para que a causa fosse transferida para a Justiça comum.
 
“A Ata foi fraudada para favorecer o senhor José Antônio Medeiros. A Justiça já mandou analisar as assinaturas por meio de perícia, que constatou assinaturas falsificadas. No curso do processo, várias pessoas se manifestaram em depoimento dizendo que as assinaturas que estão lá não são delas, ou seja, não foram elas que assinaram. Portanto, a fraude está comprovada”, comentou o empresário.
 
Fiúza afirmou que mantém a ação e que levará o caso às últimas instâncias para provar sua tese. “Pode ser que eu não assuma no Senado por enquanto, mas a Justiça reestabelecerá a verdade sobre isso, eu não tenho dúvidas”.
 
Com a negativa do TRE em mandar o caso para a Justiça comum, como pretendia José Antônio Medeiros, o processo voltou a tramitar naquela Corte Eleitoral. 

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