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Fagundes aposta em seu prestígio eleitoral para dar a Dilma primeira vitória do PT no Estado

Da Reportagem Local - Ronaldo Pacheco

09 Out 2014 - 18:01

Foto: Raoni Ricci / Olhar Direto

Fagundes aposta em seu prestígio eleitoral para dar a Dilma primeira vitória do PT no Estado
A inesperada derrota no primeiro turno após liderar as pesquisas até a última semana e o histórico de o Partido dos Trabalhadores jamais ter vencido a disputa pela Presidência da República em Mato Grosso, levaram o coordenador geral da coordenação pró Dilma Rousseff (PT) no Estado, senador Wellington Fagundes (PR), a buscar uma estratégia inusitada: investir no próprio patrimônio eleitoral. Ele deseja quebrar um novo paradigma, ao coordenar o que espera ser a primeira vitória da história do PT em Mato Grosso – nem mesmo o presidente Lula, no auge de seu prestígio e com apoio do então governador reeleito Blairo Maggi (PR), em 2006, consegui tal façanha.
 
Vice de Taques ainda não definiu postura para o 2º turno da eleição presidencial

“É provável que, por causa das forças regionais divergentes, no primeiro turno, não tenhamos conseguido mostrar ao eleitorado tudo o que a presidenta Dilma fez em Mato Grosso. Agora vamos esmiuçar isto tudo”, argumentou o coordenador geral, para a reportagem do Olhar Direto, após se reunir com dirigentes de partidos aliados, no início da tarde desta quinta-feira (09), no auditório do Hotel Diamond.
 
O coordenador geral lembrou que Blairo Maggi entrou de corpo e alma na campanha da reeleição de Dilma e que é essencial para atrair o agronegócio. “Devemos ter competência para mostrar o que foi feito, como por exemplo em logística: a duplicação da BR-163, a Ferrovia Centro-Oeste [Fico], a conclusão da BR-158 rumo ao Pará e muitas outras obras”, pontuou ele.
 
Durante quase duas horas, Wellington Fagundes  coordenou reunião de trabalho com dirigentes e parlamentares de PR, PT, PMDB, Pros e PCdoB. Além disso, marcou reunião ampliada para a noite desta  quinta-feira (09), no Hotel Diomond, com os mesmos aliados, somados ao PSD e PP.
 
O presidente regional do PP, deputado federal Ezequiel Ângelo Fonseca, afiançou que a legenda encontra-se no arco de alianças de Dilma e vai honrar o compromisso. Embora o governador eleito José Pedro Taques (PDT) tenha declaro apoio para o presidenciável Aécio Neves (PSDB), Ezequiel Fonseca ainda confia que o vice-governador eleito Carlos Fávaro (PP) irá seguir orientação partidária e apoiar Dilma.
 
Wellington Fagundes e Ezequiel Fonseca realizam, nesta sexta-feira (10), um levantamento dos prefeitos e vereadores que apoiarão a reeleição de Dilma. Depois, na próxima  segunda-feira (13), em Cuiabá, será realizado um ato público com todos os apoiadores da presidenta petista.
 
Ordem unida
 
O deputado federal Ságuas Moraes (PT), único eleito em Mato Grosso pelo Partido dos Trabalhadores, disse que, neste momento, a unidade é fundamental e há necessidade de se fazer o comparativo entre os governos Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e Lula da Silva e Dilma (2003-14). “É evidente que muitos não se lembrem deles [PSDB] no governo, mas  a comparação é inequívoca e há clareza de que Lula e Dilma fizeram muito mais”, afirmou Ságuas.
 
O secretário geral da Executiva Regional do PR, deputado Emanuel Pinheiro, disse que organização é essencial. Ele considera possível a vitória de Dilma na disputa do segundo turno pela Presidência, inclusive em Mato Grosso.
 
O presidente do PCdoB, Islan Galvão, argumentou que a presidenta Dilma possui obras imensuráveis para Mato Grosso, como milhares de casas populares, a contribuição para as obras da Copa do Pantanal Fifa 2014 e o MT Integrado, entre outras. “É notório que a maioria da população não tem conhecimento sobre esses investimentos. Mas vamos fazer com que saibam”, emendou Islan.

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