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Executiva avalia punição de 'infiéis' e Taques responde: "PDT que tem voto está com Aécio"

Da Redação - Raoni Ricci

10 Out 2014 - 15:00

Foto: Raoni Ricci / Olhar Direto

Executiva avalia punição de 'infiéis' e Taques responde:
A executiva nacional do PDT se reúne na semana que vem em Brasília para discutir qual será a postura do partido em relação aos governadores e senadores eleitores que declararam apoio ao presidenciável Aécio Neves (PSDB), contrariando a aliança natural com a presidente Dilma Rousseff (PT). No topo da lista está o caso do governador eleito de Mato Grosso, Pedro Taques, que na última quarta-feira (08) oficializou em Brasília seu apoio ao candidato tucano e ainda articulou a vinda de mais pedetistas para o ninho de Aécio. Hoje (10), em Cuiabá,  Taques não demonstrou preocupação com possíveis retaliações e disse 'que o PDT que tem voto está com Aécio'.

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"Eu comuniquei a direção junto com outros 3 senadores do PDT que declaram apoio a Aécio. Partidariamente,  se quiserem tomar as providências legais que tomem. O PDT que tem voto está com Aécio Neves. Meu nome é Aécio Neves, meu número é 45", disse Pedro Taques no ato de adesão à campanha tucana realizado no Hotel Paiaguás, na capital do estado.  
 
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi (à esq), e o ministro do Trabalho, Manoel DiasEm entrevista ao Olhar Direto, o secretário geral da sigla, o ministro do Trabalho, Manoel Dias, afirmou que a executiva vem acompanhando todos os casos, porém ainda não existe uma decisão tomada. “Estamos acompanhando, o partido vai organizar uma reunião da executiva nacional na semana que vem para que possamos avaliar com cautela esses apoios. A decisão anterior é de que não tem liberação nos estados, foi uma decisão tomada por todo o partido”, destacou o ministro do Trabalho.

Não é surpresa para os líderes do PDT a posição de Taques, que no 1º turno deixou seu palanque aberto para todos os presidenciáveis dos 13 partidos da sua coligação, mas deu atenção maior para Aécio. Os dois caminharam pelas ruas do centro de Cuiabá durante a campanha eleitoral. No senado, Taques também nunca escondeu sua postura independente e opositora, defendendo por mais de uma vez a saída do partido do governo do PT. Mesmo estreante, disputou e perdeu a presidência do Senado contra o candidato de Dilma, o senador Renan Calheiros (PMDB).
 
Em entrevista à Rádio Mix FM, na manhã de hoje (10), o coordenador da campanha de Aécio Neves em Mato Grosso, o deputado federal reeleito, Nilson Leitão (PSDB), agradeceu o apoio de Taques e revelou que o ainda senador chegou a ser ameaçado pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. O tucano comentou que o futuro governador foi o principal articulador da vinda de outros pedetistas para o ninho de Aécio Neves.
 
“O Carlos Lupi ligou ameaçando o Pedro, mas ele foi corajoso e disse que ama o seu partido, mas não pode nunca perder a coerência. Pedro foi importante na articulação para vinda de outros nomes do PDT, como o senador eleito [José Antônio] Reguffe, de Brasília, o Lasier [Martins], do Rio Grande do Sul. Pedro Taques é Aécio Neves, 45”, enfatizou Nilson Leitão.  Em Mato Grosso, Aécio venceu a eleição com 44,47% dos votos (693.251), contra 39,23% da candidata do PT. 

Questinado sobre a possível ameaça, Taques minimizou o fato: "Conversei com o Carlos, falei minha posição. Não sou homem para aceitar pressão. Tenho mil defeitos e poucas qualidades, mas entre as qualidades, está a de não aceitar cabresto de quem quer que seja", rebateu o govrnador. A reportagem tentou contato, sem sucesso, por várias vezes com o presidente do PDT, Carlos Lupi.

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