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PSDB mostra força e monta time de peso para manter vitória de Aécio em MT

Da Redação - Raoni Ricci

11 Out 2014 - 09:00

Foto: Raoni Ricci / Olhar Direto

O presidente do PSDB, Nilson Leitão, discursa durante a adesão de partidos para a campanha de Aécio Neves

O presidente do PSDB, Nilson Leitão, discursa durante a adesão de partidos para a campanha de Aécio Neves

O time da oposição está montando em Mato Grosso. Por Aécio Neves, o PSDB manteve praticamente todos os partidos que ajudaram a eleger Pedro Taques (PDT) governador. Apenas o PP, que já estava com Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno, ficou de fora. Na manhã de hoje, 10, em um concorrido ato político no Hotel Paiaguás, em Cuiabá, o grupo selou o compromisso para manter a hegemonia do PSDB nas eleições presidenciais no estado.

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Pedro Taques, que oficializou apoio ao tucano no ato realizado na quarta-feira, 8, no memorial JK, em Brasília, reforçou sua posição sem medo de retaliações do seu PDT, que comanda o ministério do Trabalho e integra a coligação de Dilma. “Todos sabem que o meu partido se aliou ao PT contra a minha vontade. No Senado eu sempre disse que o PDT não pode ser um puxadinho do PT. Não me interessa, eu amo o meu partido, mas amo muito mais o Brasil. Não tenho medo, não tenho tempo de ter medo, tenho medo de ter medo. Por isso meu nome é Aécio Neves, e meu número é 45”, afirmou o futuro governador.
 
Os tucanos não perdem uma eleição desde 2002 em Mato Grosso. Nem mesmo Lula, no seu auge, conseguiu bater o PSDB em solo mato-grossense. Em 2014, embora as pesquisas mostrassem Dilma na frente até os últimos dias do pleito, Aécio venceu a eleição com 44,47% dos votos, contra 39,23% da candidata do PT. As primeiras pesquisas publicadas neste 2º turno apontam que o tucano já passou a petista.
 
Mesmo assim, a palavra de ordem é trabalho. Deputado estadual eleito, o ex-prefeito Wilson Santos discursou representando o partido e pediu para que os militantes e todos os apoiadores intensifiquem a campanha pró-Aécio. “Vamos largar desse negócio de dormir, de almoçar, de tomar banho, e vamos trabalhar, para pedir voto. Já dizia Geraldo Vandré, ‘quem sabe faz a hora, não espera acontecer’. A mudança não pode esperar”, discursou o Wilson. Ele ainda defendeu que o foco seja as classes C, D e E.
 
Coordenador geral da campanha de Aécio no estado, o deputado federal reeleito, Nilson Leitão, agradeceu a adesão de todos os partidos e disse que o trabalho agora é conjunto, sem distinção partidária. “Agora somos um só, somos todos Aécio Neves. Não tem partido, não tem cor partidária. Agradeço de coração a todos que vieram e todos que já estavam, vamos para as ruas, vamos pedir voto para o 45”, enfatizou o presidente do PSDB em Mato Grosso.
 
Das 13 legendas da coligação ‘Coragem e Atitude pra Mudar’, apenas o PP não pedirá votos para o presidenciável tucano. O partido já estava com Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno e manteve a postura, com excessão do vice Carlos Fávaro, que mudou de ideia e agora é Aécio. Ele alegou que os escândalos na Petrobrás o fizeram rever o posicionamento e são suficientes para sustentar uma posição contrária a do seu partido. 

Durante o evento de hoje, estiveram presentes o ex-candidato ao senado, Rogério Salles (PSDB), o senador Jaime Campos (DEM), o prefeito Mauro Mendes (PSB), além de lideranças de vários partidos que declararam apoio ao PSDB no estado. 

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