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Jaime crê em diálogo de Taques com partidos coligados e avisa: “estamos vivos”

Da Redação - Raoni Ricci

14 Out 2014 - 15:00

Foto: Danilo Bezerra/Olhar Direto

Jaime crê em diálogo de Taques com partidos coligados e avisa: “estamos vivos”
Na vida pública desde 1982, quando se elegeu pela primeira vez prefeito de Várzea Grande, Jaime Campos (DEM) deixa o Senado no final deste ano após uma eleição quase trágica para a sua família. Além da sua desistência na busca da reeleição, Júlio Neto, filho de Júlio Campos, não conseguiu se eleger deputado estadual. Em 2015, a família não terá nenhum membro em cargos eletivos. Para muitos, o fim da ‘Era Campos’, porém, o senador democrata avisa: “Estamos muito mais do que vivos, estamos ativos e futuramente, se for o desejo do grupo, podemos disputar um novo mandato daqui há 4 anos”.

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E o destino pode ser justamente o lugar onde começou sua carreira pública, a prefeitura de Várzea Grande, embora ainda seja cedo para fazer qualquer projeção. “Não tem nada decidido, sou senador até o dia 31 de dezembro. Lá na frente eu vou avaliar o momento e decidir. Hoje eu quero cuidar da minha família, dos meus negócios, ver meus netos crescerem, ter um refresco, afinal são 32 anos de trabalho prestado, mereço um refresco, dar uma descansada”, disse o senador.
 
O democrata relembrou a dura eleição de 1998, quando seu irmão Júlio Campos perdeu uma eleição praticamente ganha para Dante Martins de Oliveira, já no PSDB, para garantir que a família Campos não morreu. “Política é muito dinâmica. Sempre falaram isso, quando Júlio perdeu a eleição para governador disseram que era o nosso fim e eu depois disso fui prefeito de Várzea Grande por duas vezes e fui eleito senador. Não tem fim da era Campos”, enfatizou o senador.
 
Apesar da desistência, Jaime trabalhou forte nas campanhas de Pedro Taques (PDT) e do seu substituto, o tucano Rogério Salles. Sob sua coordenação, Taques ganhou a eleição em Várzea Grande. Experiente e importante dentro do grupo político, o senador avalia que o governador eleito tem condições de construir uma relação de harmonia com os outros poderes, em especial a Assembleia Legislativa.

 

“Acho que o Pedro tem a capacidade para fazer a interface com a Assembleia, com o Tribunal de Contas, com o Tribunal de Justiça, para construir um bom ambiente de governo e fazer as mudanças que são necessárias”, pontuou o democrata. Jaime Campos, que sempre articulou espaço considerável em outros governos, espera um diálogo aberto para a composição com os paridos políticos para a ocupação dos cargos no Executivo.
 
“Eu não apoie Pedro Taques esperando cargos, ninguém exigiu e nem vai exigir nada dele nesse sentido. Porém, acredito que o Pedro vai sentar com todos os partidos que coligaram com ele, discutir”, ponderou o senador. 

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