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Quarta-feira, 28 de outubro de 2020

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Pivetta avalia que governo do PT não fez mais que sua obrigação com Agronegócio

Da Redação - Raoni Ricci

14 Out 2014 - 10:45

Foto: Assessoria

O prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta, ao lado da presidente Dilma Rousseff (PT), em cima de uma máquina agrícola

O prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta, ao lado da presidente Dilma Rousseff (PT), em cima de uma máquina agrícola

Na avaliação do prefeito licenciado de Lucas do Rio Verde e coordenador da equipe de transição de Pedro Taques (PDT), Otaviano Pivetta (PDT), os governos de Lula e Dilma Rousseff não fizeram mais que sua obrigação ao dar um tratamento diferenciado para o agronegócio nos últimos anos. Em entrevista ao programa Folha Mix, na manhã de hoje (14), Pivetta destacou a importância do segmento para a economia nacional e minimizou a potência eleitoral dos agricultores.

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“Até agora nós tivemos o que merecemos, pelo que representa o agronegócio em termos de emprego, em termos de PIB, em termos de superávit comercial, somos o único setor do Brasil que é competitivo. Querer cobrar alguma coisa dos produtores é errado. Se apoderam do poder de tal forma que acham que são donos, que a sociedade não tem o direito de mudar. Esse é o defeito do PT. Se apoderar, aparelhar , e achar que aquilo lhe pertence. O Brasil é do povo. São 200 milhões de habitantes e não vão ser os agricultores que vão ganhar a eleição, esses são uma meia dúzia de votos, quem vai ganhar a eleição é o povão, que não concorda mais com isso que está  acontecendo”, disparou o prefeito.
 
Os representantes da campanha de Dilma Rousseff (PT) no estado, o senador eleito Wellington Fagundes (PR,) e o ministro da Agricultura, Neri Geller (PMDB), têm destacado os investimento em logística e apoio nas linhas de crédito e refinanciamento para os produtores rurais na busca de convencer o segmento a votar a apoiar a reeleição da presidente da República. No lançamento da campanha da presidenciável neste segundo turno, ontem (13), em Cuiabá, a Secretaria dos Direitos Humanos, Ideli Salvatti, reforçou a tese.
 
Mas Pivetta é enfático. Para ele, o agronegócio prosperou nos últimos anos graças as demandas do mercado internacional. "O agronegócio navegou em águas calmas em decorrência do preço bom das commodities. Se não fosse a demanda internacional, especialmente da China, Mato Grosso já teria fechado as portas há muito tempo. Em termos de infraestrutura, que é papel do Estado, não foi feito nada. Sobrevivemos muito pela sorte e pela demanda mundial do mercado forte, preços altos. Mato Grosso surfou nessa onda”, opinou o coordenador da transição.
 
Pivetta rebateu também outra ação citada como benefício do governo aos produtores, o financiamento de máquinas agrícolas. “Raio que o parta, o agronegócio representa mais de 35% do PIB nacional, está empurrando a economia, vem aqui dizer que ajudou, eu acho que não foi contra, mas fez o que tinha que fazer, pois foi bom para o Brasil”, ponderou.
 
Segundo Neri Geller, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, era praticado o jurus de mercado, variando entre 18% a 22%. O governo Dilma já teria concedido 2 anos de carência e com juros de até 3,5%.
 
“Primeiro dizer que o Moderfrota, que é o financiamento de máquinas ao longo prazo e com taxas de juros subsidiadas pelo governo, foi criado na gestão na gestão do FHC. Hoje o governo não faz isso para ajudar os produtores, faz muito mais para as indústrias de máquinas, de defensivos, fertilizantes. Tivemos um apoio sim na compra das máquinas, porém muito mais pela cadeia produtiva”, disse Pivetta. 

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