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"O PDT está com Dilma, mas há quem age contra e com oportunismo", diz dirigente nacional

Da Redação - Ronaldo Pacheco

17 Out 2014 - 11:00

Foto: Jardel Arruda / Olhar Direto

Hélio Silva

Hélio Silva

Faltando menos de duas semanas para o segundo turno da disputa pela Presidência da República, o membro da direção nacional do PDT, o sociólogo mato-grossense Hélio Silva confirmou que o partido está ‘fechado’ em apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). Ele conversou há poucos dias com o presidente nacional do PDT, Carlos Luppi, sobre a situação da legenda em Mato Grosso. 

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Por conta disso, Hélio Silva criticou o que classificou de ‘oportunismo político’ do governador eleito Pedro Taques (PDT), que anunciou apoio à candidatura do tucano, contrariando as diretrizes históricas da sigla. “O trabalhismo sempre foi a marca do PDT. O PSDB de Aécio não tem absolutamente nada a ver com as nossas lutas históricas”, observou.
 
Há anos conhecido em Cuiabá como “Papa Corrupto”, Hélio Silva considera a posição de Pedro Taques totalmente contraditória, longe de espelhar a realidade da luta trabalhista.  Segundo ele, a realidade local impunha que ele se definisse pela petista. “O PSDB e a ‘turma do Aécio’ querem outras coisas e preparam um golpe contra o povo”, alertou, citando, a questão do salário mínimo, a qual o adversário de Dilma sempre votou contra. 
 
Hélio considera a realidade do Brasil mais complexa. “É preciso lembrar onde estávamos em 2002 e o que significou o ciclo inaugurado em 2003. O Brasil abandonou a rota neoliberal e reorganizou seu rumo na economia e no campo social e com isso conseguiu diminuir a miséria e a pobreza no país. Fez isso, é verdade, sem romper com o capital financeiro e sem aprofundar processos de mudanças estruturais necessários para avançar mais”, destacou ele, para a reportagem do Olhar Direto.
 
Adesão
 
Silva foi designado pelo PDT para coordenar a campanha pela reeleição da presidente em todo o Estado.   De acordo com o pedetista, o partido decidiu apoiar Dilma na convenção realizada em junho deste ano e essa adesão foi reiterada no segundo turno conforme divulgado pelo presidente Nacional Carlos Lupi.
 
“Essa é a posição do PDT, definida democraticamente na convenção nacional. Podemos dizer que existe, tanto no campo ideológico e político, maior compatibilidade do nosso projeto com os ideais da presidenta Dilma”, justifica Hélio.
 
O pedetista  ainda informou que vai somar forças ao senador eleito Wellington Fagundes (PR), que responde pela coordenação-geral da campanha de Dilma em Mato Grosso, e assim produzirem ações conjuntas por todos os municípios principalmente onde a presidente possui apoiadores. Outros fortes líderes pedetistas dentro do Estado, os considerados históricos do PDT de Mato Grosso como os ex-vereadores Mário Márcio Torres, Tom Ubirajara e Dito Labamba, estão trabalhando pró-Dilma  e julgam o projeto tucano como danoso para o país.
 
No ultimo dia 10, em  um comunicado para todos os filiados da legenda, o ministro Carlos Lupi defendeu que a decisão tomada na convenção nacional de seguir com Dilma Rousseff na eleição presidencial, seja seguida à risca. Na nota, o presidente da legenda lembra que decisão de com quem vai seguir cabe somente à convenção. "Cabe à Convenção Nacional, e só a ela, decidir soberanamente sobre assuntos políticos, estabelecendo diretrizes para todo o partido", diz trecho.
 
Na nota,  a direção do PDT considera como “fato de extrema gravidade detentores de mandatos do PDT fazerem propaganda para candidatos que não sejam os indicados pelo partido, desobedecendo a deliberação dos convencionais".

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