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Quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

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Governador vai estudar desempenho e pode manter OSS implantadas na gestão Pedro Henry

Da Reportagem Local - Raoni Ricci

05 Jan 2015 - 11:42

Foto: José Medeiros/Secom-MT

Governador vai estudar desempenho e pode manter OSS implantadas na gestão Pedro Henry
O governador Pedro Taques (PDT) afirmou hoje (04) que vai avaliar, em separado, o desempenho das Organizações Sociais de Saúde (OSS) que operam em Mato Grosso antes de tomar qualquer decisão de rompimento dos contratos. Os servidores são contra e defendem o fim do modelo de gestão implantando na gestão de Silval Barbosa (PMDB) pelo ex-secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry, porém terão que esperar por uma análise detalhada do novo governo.

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“Não sou geneticamente contra as OSS, sou contra a picaretagem, malandragem, mal feito. Não quero generalizar, existem OSS que desenvolvem seus trabalhos com decência, é assim em Santa Catarina, São Paulo. Alguns têm me elogiado em Rondonópolis, o próprio prefeito [Percival Muniz] elogiou o serviço prestado. Agora, eu li relatórios do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que indicam que o Ipas pagou processos que não foram executados”, detalhou o governador.
 
Taques explicou que sempre se posicionou de forma contrária ao modelo das OSS, defendendo a saúde pública, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), porém, hoje, como administrador de um Estado com sérios problemas financeiros, precisa avaliar a realidade com racionalidade.
 
“Não podemos de afogadilho sustar os contratos, precisamos de um período de transição. Eu, academicamente, defendi as OSS fora do sistema. Como político eu fui um dos primeiros a defender isso, mas hoje sou administrador do Estado e precisamos analisar caso a caso para de forma pontual possamos dar uma resposta a sociedade”, argumentou o chefe do Executivo Estadual.   
 
O governador visitou hoje a sede da Secretaria de Estado de Saúde (SES), na companhia do secretário de Fazenda, Paulo Brustolin, e de Projetos Estratégicos, Gustavo Oliveira, onde se reuniu com o secretário de Estado de Saúde, Marco Bertúlio, e toda sua equipe. Depois desceu ao saguão da secretaria e conversou com os servidores. No seu discurso, Taques disse que a Saúde é um dos principais motivos de ter entrado para a política e prometeu dar prioridade máxima ao setor no seu governo. 

25 comentários

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  • Claudio Silva
    06 Jan 2015 às 08:58

    Engraçado, no governo Silval essa OSS, era classificada como a pior coisa que vinha acontecendo na saúde, e agora o ilustre governador entrante vem de boca cheia dizer que vai continuar,,,,,isso eu acho que é sinal de Incopetencia. Pensei que íamos levar mais tempo para lembrar do antigo goverdador kkkkk

  • joão
    06 Jan 2015 às 08:34

    Pedro Taques... Pedro Henry... tudo igual!!!! Não muda nada.....

  • Lúcia
    06 Jan 2015 às 07:59

    O que teve coragem de peitar as OSS, inclusive essa vergonha do IPAS foi o Secretário Mauri, além disso tirou toda a turma do Pedro Henry da SÉS. Pena que gente seria, honesta e de coragem como o Mauri não conseguem permanecer no cargo, e uma pena.

  • Carlos eilert
    06 Jan 2015 às 06:54

    Já vi que vamos ter muito trabalho no conselho estadual de saúde na primeira reunião de fevereiro O Sr governador tem que saber melhor sobre o sus Assis que o regem e que tem um conselho que já aprovou a saída das oss e que tem mais de 50 mil assinaturas mato-grossenses pedindo o fim das mesmas. O que precisamos é de concurso pui o na saúde

  • maria jose
    05 Jan 2015 às 21:53

    Já? o governo nem começo e o governador eleito já deixou sua falação politica de lado? não ia lotear as secretarias.. loteou não ter apadrinhamento político , nomeada parentes ia extinguir com as Oss, agora diz não sou genericamente(?) contra.... Não teve coragem de informar aos servidores publicos o congelamento salarial, a suspensão de concurso de publico e fez. Cedo, mto cedo

  • Ângela Regina de Almeida
    05 Jan 2015 às 20:13

    Secretário de saúde que não dá conta de montar uma equipe, sem pulso, sem propostas concretas. Governador Taques vai ficar no discurso de mudança.

  • Chacal
    05 Jan 2015 às 17:25

    OSS é sinônimo de incompetência e tolerância a corrupção.

  • Roni Marcio
    05 Jan 2015 às 16:48

    Não entendo pq a OSS é Rondonópolis é tida como exemplo: Denuncias de assédio moral, grande rotatividade de trabalhadores, exclusão de dezenas de servidores concursados, baixo indice de resolutividade e uma enorme demanda reprimida. Quem esta afirmando que a OS São Camilo é de excelencia é pq não entende nada de saúde. Não tem acesso a números de faturamento do DATASUS e nem tem interesse de ver nas Central de Regulação a real demanda Reprimida da Região Sul. Isso sem contar os milhões mensais que pouca gente quantos são.

  • Vania
    05 Jan 2015 às 16:28

    O uso de formas de gerências alternativas - como as Organizações Sociais - é uma saída para o problema da Saúde pública. Temos como exemplo o Hospital Metropolitano como exemplo quando era gerido pela OS funcionava muito bem. Minha mãe ficou mais de 20 dias internada, fez cirurgia de amputação de membro e acompanhamento pós cirúrgico. Foi tratada melhor que muitos hospitais particulares da capital. Sou a favor que permaneça a OSS.

  • NEIDE MARIA
    05 Jan 2015 às 15:13

    Há OSs sérias e competentes na gestão pública sim senhores! Agora as que foram contratadas pro interesses escusos aos da administração pública, devem ser varridas do cenário. Já as que gerem competentemente a coisa pública, devem permanecer. Temos estados e municípios, inclusive órgãos do poder judiciário cujas OSCIPs são parceiras, e funcionam muito bem. São Paulo, Minas Gerais e os estados do sul onde não se houve falar em caos na saúde, os órgãos do setor são geridos por OSs, e tudo funciona muito bem!

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