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Caixa do governo mostra reação após decretos; Taques prioriza Saúde, Segurança e Educação

Da Reportagem Local - Raoni Ricci

09 Jan 2015 - 18:00

Foto: José Medeiros/Secom-MT

Caixa do governo mostra reação após decretos; Taques prioriza Saúde, Segurança e Educação
O governador Pedro Taques (PDT) completou hoje (09) uma semana a frente do Executivo Estadual e a avaliação da sua equipe econômica é de que as duras medidas anunciadas nos primeiros decretos da nova administração já começam a surtir efeitos e o caixa do governo já reagiu. Nos primeiros sete dias do seu governo, Taques priorizou as demandas emergências da Saúde, Segurança e Educação. Algumas já tiveram soluções, outras foram bem encaminhadas.

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Assim que tomou posse, o governador determinou aos seus secretários que fizessem uma análise detalhada da situação real de cada pasta e pediu que os problemas emergenciais fossem informados. A principal preocupação era a interrupção dos serviços essenciais. Hoje, após uma manhã inteira na segunda reunião com seu secretariado, Taques anunciou as soluções encontradas por sua equipe.
 
Os sete dias, porém, foram curtos para que o governador tenha uma noção real da situação das secretarias, especialmente o quadro financeiro. Pelo que se analisou até o momento, o quadro é delicado. No MT Saúde, a dívida com fornecedores de serviços básicos como telefonia, água e energia chega a casa dos R$ 40 milhões.
 
Questionado sobre os motivos técnicos que ocasionaram os estornos de R$ 70 milhões pagos nos últimos dois dias da gestão de Silval Barbosa (PMDB), e também sobre uma possível irregularidade no cancelamento de pagamentos advindos de fundos, Taques afirmou que todos os procedimentos foram legais.
 
“Fizemos tudo dentro da legalidade. O secretário de Estado de Fazenda, Paulo Brustolin, já está avaliando todas as questões detalhadamente”.
 
Na Segurança Pública, o fornecimento de 9 mil marmitas diárias para o sistema penitenciário não foi suspenso, mesmo com o atraso de 60 dias no repasse para a empresa fornecedora. Agora a pasta trabalha para regularizar a situação deixada pela gestão anterior e evitar a interrupção no serviço.
                        
A ação conjunta das secretarias de Planejamento, Fazenda e Administração garantiu à secretaria de Saúde o aporte de recursos necessário para a manutenção dos serviços. Um exemplo é o MT Saúde que hoje acumula uma dívida de R$ 40 milhões, oriunda de quatro meses de contas atrasadas. Durante a reunião o governador Pedro Taques pediu empenho da equipe para assegurar a permanência dos atendimentos.
                         
Outra medida tomada na área da saúde diz respeito ao Hospital Central. A gestão anterior vetou a emenda do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, que previa a destinação de recursos para o hospital. O atual governo já trabalha no remanejamento de recursos da própria Secretaria de Estado de Saúde (SES) para dar celeridade às obras.
                       
A situação emergencial da saúde demandou ainda a construção de uma agenda positiva. Neste sábado (10.01) os secretários de Saúde do Estado, da prefeitura de Cuiabá e de Várzea Grande se reúnem para traçar um plano de ação com vistas a melhorar os atendimentos de saúde nas cidades.
                      
A nova administração também regularizou a situação do Lar da Criança, sob a responsabilidade da Secretaria de Trabalho e Assistência Social (Setas). O abrigo corria o risco de ficar sem a merenda escolar, medicamentos e sistema de ar-condicionado por falta de regularização em contratos.
                            
Além disso, entre as principais demandas recebidas e solucionadas pelo governador está a regularização das contas de água, luz e telefone da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). A situação da Universidade foi apresentada à Casa Civil, nesta quarta-feira (09.01), pela reitora eleita Ana Maria Di Renzo e o vice, Ariel Lopes. A situação também está em fase de regularização e garantirá o início das aulas do Ensino Superior Indígena.
                     
Já com relação às finanças, o diagnóstico semanal da Sefaz aponta que o caixa do governo já reagiu a partir das medidas tomadas após os decretos anunciados no dia 2 de janeiro. O governador Pedro Taques reforçou que a equipe de secretários analisa, com critério e responsabilidade, as contas do Estado sem prejudicar o andamento das ações previstas no orçamento e respaldadas na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
                            
Na próxima semana os secretários voltam a se reunir para apresentar os resultados de novas medidas emergenciais apontadas pelo governador.

8 comentários

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  • FELICIDADE ALMEIDA QUEIROZ
    11 Jan 2015 às 06:14

    Percebe que o governo Silval Barbosa ficasse mais tempo Mato Grosso ia parar, pois nada poderia funcionar sem quitar as dividas, sorte que os servidores publicos ainda estava com seus vencimentos em dia.

  • bobó cheira cheira
    10 Jan 2015 às 15:01

    É claro que o caixa irá reagir, pois o Estado não parou e a vida continua, portanto todos os dias cai dinheiro dos nossos impostos no Cofre Estadual. Não há nenhuma reação em virtude de decretos, se assim fosse, com certeza há tempos outros governantes já teriam agido dessa forma. É querer reinventar a roda. Conte outra quer o povo gosta. Senhor Paulo Brustolin o senhor é mero executor daquilo que estabelece a Lei Orçamentária, nem mais e nem menos. Devagar com o andor que o santo é de barro, se cair........ Cuidado! Prudência!

  • Enii
    10 Jan 2015 às 08:25

    O MT Saúde gasta R$ 10 mi por mês com água, luz e telefone? Eu li direito?

  • CLAUDIA
    10 Jan 2015 às 08:07

    Cumpra-se o orçamento de 2015 e fale menos.

  • cleverson rodrigo de assis
    09 Jan 2015 às 22:54

    TAQUES VC ESTA CERTINHO ...........O QUE ASSEMBLEIA FAZ? SO DA AUMENTO PARA OS DEPUTADOS E SEUS PUXA..............O . NAO PRANTA UMA LEI PARA BENEFICIAR O POVO..........ASSEMBLEIA VCS SAO UMA VERGONHA......

  • cleverson rodrigo de assis
    09 Jan 2015 às 22:51

    taques estamos junto todo mato grosso.

  • Daniel
    09 Jan 2015 às 18:44

    E evidente que a situação de caixa do estado reagiu. Até hoje (sexta-feira) ainda não foi pago a cota parte constitucional do ICMS dos municípios que teria que ter amanhecido na terça-feira passada na conta das prefeituras. Assim é fácil fazer caixa.

  • Maria
    09 Jan 2015 às 18:32

    Se é o mais votado pra que lista tríplice?

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