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Quarta-feira, 14 de abril de 2021

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Proibição da Pesca

Do Internauta

12 Fev 2015 - 11:19

Décadas atrás tinhamos um censo que, apesar de imperfeito, contabilizava a quantidade de peixes vendidos em Cuiabá e em Corumbá principalmente. Ao longo do tempo essa contagem se extinguiu e hoje a maior parte dos peixes ofertados no mercado do porto provem de psiculturas. São dois os métodos disponíveis para contagem de peixes: a contagem de ovas e larvas e a pesca fixando a unidade de esforço de captura. Sem nenhum deles em exercício tudo que se diz sobre peixes não passa de achismo. Não tem nenhuma validade científica. Nos Estados Unidos a temporada de defeso de pesca de salmões é acompanhada de perto por biólogos que diariamente observam a subida e desova e as quantidades de individuos. A partir do momento que começam a subir para desovar até que quase todos terminem de depositar suas ovas a pesca fica proibida. Além disso, é impreterível acabar com espinhéis, pesca ilegal, redes, captura fora das medidas legais, etc. Porém conheço alguns casos de barcos de profissionais apreendidos mas que após um mês já estavam pescando de novo da mesma forma e no mesmo lugar, de maneira ilegal, em Barão de Melgaço, Santo Antônio, Cuiabá. Fora isso existem algumas políticas erradas como ter apenas medida mínima e não máxima. Estive pescando em Tampa Bay na Flórida e todas espécies pescadas tinham medida mínima e máxima permitidas, robalo, redrum, snapper... isso porque os maiores são as verdadeiras matrizes que repovoam os rios. Outro erro é proibir apenas o embarque do dourado porque este é predador de diversas espécies, por isso apelidado de de tigre do rio na Argentina. Enfim, sugiro que transformemos a pesca em cota zero, fomentando apenas a pesca esportiva (pesque e solte) que é sustentável, gera empregos, atrai turismo, arrecada impostos e já está consagrada em diversos lugares como no Teles Pires, Araguaia e Argentina para citar alguns.

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