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Domingo, 26 de setembro de 2021

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Vítimas de chacina de Colniza são identificadas e liberadas para sepultamento

Foto: Sesp-MT

Vítimas de chacina de Colniza são identificadas e liberadas para sepultamento
As nove vítimas da chacina de Colniza foram identificadas pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e liberadas para sepultamento neste domingo (23). Todos eram homens, dois do estado de Rondônia, um de Alagoas. Uma das vítimas era também um pastor da Assembleia de Deus. O crime que chocou o estado e foi destaque nacional aconteceu na gleba Taquarucu do Norte, área na região de Colniza (1.065 km de distância de Cuiabá). A identificação dos corpos e investigação do crime mobiliza 32 profissionais.

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As vítimas foram identificadas por equipe da Politec composta por médico legista, papiloscopista e técnico de necropsia: Izaul Brito dos Santos, de 50 anos, Ezequias Santos de Oliveira, 26 anos, Samuel Antônio da Cunha, 23 anos, Francisco Chaves da Silva, 56 anos, Aldo Aparecido Carlini, de 50 anos, Edson Alves Antunes, 32 anos, Valmir Rangeu do Nascimento, 55 anos e Sebastião Ferreira de Souza, 57 anos, que era pastor da Assembleia de Deus.

De acordo com informações da Polícia Judiciária Civil, Samuel e Francisco foram os primeiros corpos identificados pelos profissionais. Ambos são de Rondônia e a identificação foi possível mediante envio de prontuários civis do Instituto de Identificação do Estado.

Um dos corpos, identificado previamente como Fábio Rodrigues dos Santos, de 37 anos, aguarda envio do prontuário civil, que será encaminhado pelo Instituto de Identificação de Maceió, nesta segunda-feira (24), pois o órgão não possui expediente de trabalho em regime de plantão. A Politec também coletou material genético de Fábio para confirmar a identificação. 

Identificação e investigação

Os exames de necropsia começaram no sábado (22), logo que os nove corpos chegaram na cidade de Colniza. Informações preliminares apontam que as vítimas apresentam sinais de facadas e tiros. O laudo com a causa da morte tem o prazo de 10 dias para ser enviado ao delegado que está investigando o caso.
Os trabalhos de identificação e de investigação são realizados paralelamente. Ainda no sábado testemunhas foram ouvidas na cidade de Colniza.

Uma equipe da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), formada pelo delegado Marcelo Miranda, três investigadores, um escrivão e uma equipe de três peritos especializados em local de crime irão para região e ficarão o tempo necessário para trabalhar no caso.

“Estamos mobilizando mais uma equipe da DHPP e especialistas em local de crime da Politec para auxiliarem na força- tarefa que já está mobilizada na região”, disse o secretário de Estado de Segurança Pública, Rogers Jarbas. 

Força-tarefa

Uma força-tarefa foi montada para trabalhar no caso. Ao todo 32 profissionais participaram da ação. Foram empregados 19 policiais militares, quatro policiais civis, três bombeiros militares, quatro peritos e dois pilotos do Cioaper.

Ainda foram utilizados seis viaturas da Polícia Militar e Civil, cinco caminhonetes emprestadas, um avião, dois barcos emprestados e uma motocicleta com carretinha. Os profissionais contaram com o apoio dos moradores da região.

Os trabalhos da Sesp começaram na quinta-feira (20), logo que as forças de Segurança Pública tomaram conhecimento do crime. Imediatamente equipes das Políciais Civil e Militar da região se deslocaram para o local, que é de difícil acesso. Na manhã da sexta-feira (21), três técnicos da Politec de Cuiabá decolaram do hangar do Ciopaer, com destino ao distrito de Guariba, cerca de 150km de Colniza, para iniciar os trabalhos.

De lá, os profissionais percorreram ainda mais 200 km até a localidade de Taquaruçu do Norte, onde seguiram por mais 15 minutos de barco ou 18 km a pé para chegar ao local do crime.
 
 
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