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Governo Taques paga R$ 67 milhões de dívida da Saúde; recursos são de fonte própria

Da Redação - Érika Oliveira

27 Mai 2017 - 11:32

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Governo Taques paga R$ 67 milhões de dívida da Saúde; recursos são de fonte própria
O Governo do Estado tem realizado nos últimos dias uma força-tarefa, que concentra as Secretarias de Estado de Saúde (SES) e de Fazenda (Sefaz), para quitar os débitos – que figuram em R$ 162 milhões – com a saúde pública. No período de três dias, de 24 a 26 de maio, foram pagos R$ 67 milhões para diversos serviços. Os recursos são de fonte própria do Governo.

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“Nesta semana, após reuniões com o governador Pedro Taques e equipe econômica e com o acompanhamento de deputados estaduais, conseguimos regularizar grande parte de dívidas com diferentes serviços, entre os quais estão pagamentos para os hospitais de Colíder e Sorriso, para a farmácia de alto custo, para a atenção básica que é o fundo a fundo entre o Estado e municípios, aos consórcios regionais de saúde relativos ao mês de março, para os serviços de UTI das entidades filantrópicas, além de pagamento parcial para o serviço de Home Care”, afirmou o secretário de Saúde, Luiz Soares.

Segundo o secretário, na próxima semana a previsão é fazer pagamentos no valor de R$ 13 milhões. Luiz Soares destacou o empenho incansável do Executivo e do Legislativo em buscar solução para regularizar esses pagamentos e reafirmou o compromisso do Governo em tratar com prioridade e responsabilidade a saúde pública.

Nesta sexta-feira (26), o governador Pedro Taques (PSDB) disse ter ‘entesourado’ R$ 70 milhões para quitar parte das dívidas com a saúde.

“Temos R$ 162 milhões de débito com a saúde porque não tem dinheiro para pagar. Não quero crer que alguém entenda que nossa administração tenha dinheiro em caixa e não queira pagar a saúde. Retiramos, de determinados valores, R$ 162 milhões até o dia 02 de junho e já pagamos R$ 70 milhões. Portanto, o que falta será pago até o prazo. Determinei 'entesourar' R$ 70 milhões da Folha”, assegurou o chefe do Executivo. 

5 comentários

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  • Otávio
    27 Mai 2017 às 19:21

    Os repasses dos recursos federais para a Saúde em Mato Grosso foram realizados regularmente e porque o governador não fez a destinação para os municípios? Onde foi destinado o recurso? Porque usar o recurso do custeio da folha? O MPF precisa tomar providências.

  • Davi
    27 Mai 2017 às 19:01

    José, mas os repasses federais para Mato Grosso foram feitos. A receita é vinculada, o governador não deveria ter aplicado em outra área. Improbidade administrativa clara.

  • José
    27 Mai 2017 às 16:13

    SIMPLES. EM 2010 O GOVERNO DO ESTADO GASTOU NA MANUTENÇÃO DOS 04 MAIORES HOSPITAIS REGIONAIS RONDONÓPOLIS CACERES SORRISO COLIDER R$ 47.000.000,00 . HOJE SOB O GERENCIAMENTO DAS OSS ENTIDADE "PILANTROPICA" QUE "ODEIAM " DINHEIRO GASTA NO MINIMO ESSE VALOR EM CADA UM DOS HOSPITAIS. MESMOS COM A INFLAÇÃO É UM ABSURDO DE GASTO E A QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA NÃO PASSA DE MEIA BOCA. ASSIM SENDO NÃO HÁ DINHEIRO QUE BASTE. SE BEM QUE A AUDITORIA POLICIA E MP FIZEREM UM SIMPLES RASTREAMENTO PRA ONDE VAI O DINHEIRO PAGO DEVE DESCOBRIR QUE TEM MUITA GENTE FICANDO MILIONÁRIO POR AI.

  • Otávio
    27 Mai 2017 às 14:39

    E os recursos federais para a Saúde encaminhados todo mês para o Estado onde foram parar? O Ministério Público Federal precisa ser acionado, pois os recursos da Saúde são vinculados.

  • ORLANDO EVANGELISTA CUNHA
    27 Mai 2017 às 12:20

    Sem dúvida alguma, a área de Saúde representa uma área de atuação essencial do Poder Público, portanto deve ser prioridade. Neste momento de crise econômica severa que o país e o Estado de Mato Grosso atravessa, como eleger uma "prioridade". Pois, há outros setores de atuação do governo que também são prioridades. Neste momento de redução das receitas estaduais e para agravar o problema ocorre um aumento das despesas em outras áreas, tais como: pessoal, saúde, segurança e pagamento de empréstimos. Há vários estudos que indicam os problemas da saúde pública no Brasil. Dentre eles: financiamento e má gestão dos gastos na saúde. Nos últimos anos com o aumento da demanda do SUS, os governos não conseguiram acompanhar tais aumentos de demanda e custos acoplados. Caso houvesse eficiência na gestão dos recursos públicos na área da Saúde, certamente o problema nessa área seria reduzido consideravelmente. Neste momento, de forma precária, só resta a união dos Poderes para socializar os déficits na área da saúde, pois os doentes e necessitados pelo SUS não podem esperar os governos a sair da crise política e econômica!

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